Visitas da Dy

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Neblina




*Para ler ouvindo Caresse, de Erik Satie.

A neblina adentrou a madrugada
E escondeu o meu sorriso.
Eu ainda o buscava, como menina mimada,
Mas não encontrava o meu riso
Os passos ficaram distantes...
Os beijos não voavam mais pelos ares.
Nada era mais como antes.
Eu era um barco navegando sem mares.
E os planos, onde foi que se perderam?
Perdi-me nos mapas que tracei...
Sou a capitã, mas meus marujos, onde se meteram?
Foram todos embora, só eu fiquei.
O tempo passa e acha graça.
Caminho pela areia, procuro pela água, mas ela não me molha.
Olho a neblina, densa como fumaça.
Assemelha-se a você que já não me olha.
Das mãos que se buscavam
Sobraram os dedos soltos.
Das palavras que se pronunciavam,
Só se ouviram os gritos roucos.
Da lua que nos iluminava,
Só a míngua ficou.
Eu, que menina sonhava,

Percebi que nenhum sonho restou.

2 Comentários:

Beth Hiller disse...

NOSSASENHORAPARECIDA!LINDO,MUITO LINDO MESMO. VOU TER QUE TERMINAR A NOITE HOMENAGEANDO ESTA POETIZA LINDA QUE É PARABÉNS É UM ORGULHO TER UMA AMIGA TÃO SENSÍVEL COMO VC.

Criador de vaga-lumes disse...

A neblina e a lua...Uma esconde enquanto a outra curiosa tenta olhar, mas ambas escutam os gritos de amor e guardam em segredos, não contam para ninguém e apenas quem viveu pode lembrar em detalhes....Tenha um bom dia!

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