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terça-feira, 28 de junho de 2011

Pecados

Não gosto de escrever por encomenda, mas há dias atrás recebi um pedido de um texto que me soou quase que como uma intimação, uma convocação. Em verdade, acho que recebi o pedido mais como um desafio. O meu querido Mário Brazil – assim mesmo com “z” – ao ler um texto meu, me teceu uma série de elogios, que guardo em uma das gavetas de minha memória, enquanto me ruborizo frente à tela do meu notebook, e me sugeriu que eu fosse além. Ele leu “Santos e Pecadores” e logo me pediu um texto sobre nossos pecados.
Acredito que ele espera um texto diferente, mas o que tenho a escrever  sobre os pecados ou sobre qualquer assunto são só as minhas impressões, e por isso não funciono na base da encomenda. Nunca se sabe o que o outro espera de verdade. Nunca se sabe se vai agradar.
Como não sou de fugir de meus desafios, guardei o pedido no bolso e fiquei pensando na ideia todos esses dias.
Agora estou aqui: lápis e papel na mão e uma questão que me aflige: o que são pecados?
Já li muito sobre o assunto, claro, longe de ser uma estudiosa dessa área – ou de qualquer outra,  e o que sei é que como tudo nessa vida essa ideia é mesmo muito variável.
Se pelo viés religioso o pecado seria fazer “aquilo que desagrada a Deus” é preciso ter atenção em dois aspectos: o primeiro é que aos fanáticos quase tudo será um pecado, e aos ateus, que maravilha, nada é pecado!
Eu não sou lá um exemplo de pessoa religiosa, embora tenha redescoberto há pouco tempo que Deus é um cara legal, mas isso não vem exatamente ao caso. Mas está diretamente ligado ao que penso sobre os pecados.
Segundo uma linha menos conservadora de pensar acredito que somos senhores de nós mesmos, autônomos, donos de nossas escolhas e responsáveis por suas consequencias e por isso mesmo podemos fazer o que bem entendemos de nossa vida, sem ficar “colocando a culpa” em Deus.
Hoje penso que não podemos nos privar de bons momentos. Isso sim é pecado. É pecado não ser fieis a nós mesmos. Porque aqui admito que pecado seja uma atitude errada, mas não para com os outros, isso vai ser em última instância, ou até o ponto em que não fira o outro. Acho que me fiz confusa, como sempre.
Explico. Posso fazer o que eu quiser desde que não atinja o outro de maneira a feri-lo.
Devo dizer a verdade sempre que ela for pedida e isso inclui dizer pra minha amiga que o vestido que ela acha lindo é ultra brega, que o cabelo descolorido dela está ressecado e isso a deixa com a aparência de quem não vai ao salão de cabeleireiros há meses, claro, com certa delicadeza nas palavras – tá bom, confesso, não sou tão amável e cuidadosa assim. Ela pode se chatear, mas se é amiga, vai perceber que é só a minha opinião sincera. A mim e a nós, que dizemos a verdade, resta o troféu da honestidade. Parabéns pra nós.
Ah, e por favor, não me venha achando que sou grosseira: lembro-me bem de minha mãe me dizendo que a verdade é algo precioso e deve ser dita sempre. Eu obedeci e obedeço até hoje. Se não gostar de ouvir, não pergunte.
Já imaginou o quanto é custoso não responder honestamente a uma pergunta? Eu já. E não responde-la devidamente seria um pecado. Um grande erro comigo, que feri meus próprios princípios e com meu questionador, que espera uma resposta sincera – sim, e não verdadeira, uma vez que tenho problemas em estabelecer o que é de fato verdade, haja vista o texto que publiquei na “reinauguração” desse blog (Sobre verdade ou resposta ao Isaías).
Retomando minha fala, pecado é não ser fiel às nossas vontades, a nós mesmos. Se deixo de fazer algo que queria muito, ai que dor no peito que me dá! Fico remoendo aquela vontade, fico jururu, fico pensando, matutando, me agoniando e isso não é bom. Desejos devem ser realizados.
Por algum tempo fiz leituras diversas sobre a sociedade medieva – meu sonho era ser medievalista! – e acabei percebendo que elenquei pra minha vida um valor medievo, já meio fora de moda nessa cotemporaniedade desvairada em que nos encontramos. Descobri que levar a fidelidade ao pé da letra era possível. E tenho que ter paciência se hoje são poucos que pensam de maneira semelhante a mim e aos medievos.
Não é uma fidelidadezinha qualquer é uma Fidelidade, bem assim com “f” maiúsculo. Uma palavra dada é valiosa, é mais que documento. É compromisso e deve ser cumprida, afinal é questão de honra que eu preserve a única coisa que, de fato, é minha.
Na maioria das vezes cumpro minha palavra – que nem ganha o status de promessa, não é preciso. E se por ventura não posso leva-la adiante, não é por falta de vontade ou de esforço. Sempre me esforço para cumprir meus tratados. Não cumpri-los é um pecado mortal. Fere a minha alma. É roubar meu próprio cofre.
Pecado é eu deixar de dormir na manhã que o despertador toca e meus olhos ainda estão “cheios de areia” e o cobertor me convida a ficar na cama até às  dez da manhã. E o trabalho? E os estudos? Nem ligo! A pergunta deveria ser “e eu?”. Eu não conto? Por que tenho que correr o dia todo? Não. Mereço uma trégua vez ou outra. Não, não pensem que sou uma louca pela cama e  que deixo de trabahar ou estudar pra dormir, não sempre. Mas pelo menos uma vez no semestre, quando a situação está no limite.
Assumindo aqui uma postura mais caliente, talvez, pecado não é achar seu vizinho atraente, bonito, charmoso e cheiroso. Isso é normal. Pecado é não achar! O que não quer dizer que eu vá pular no pescoço dele quando nos cruzarmos na padaria.
Esquentando mais ainda e levando o assunto para uma esfera mais íntima, mais fechada, entre as quatro paredes é que a coisa fica boa! Aí eu deixo o pecado lá do lado de fora. Ele não é convidado. Não sou nada fã do manage-à-trois, e não tem espaço pra ele no quarto. Já parou pra pensar em quantas coisas diferentes, legais, inovadoras, gostosas, divertidas já deixou de fazer porque estava cheio de pudores dentro de um quarto? Porque chegou a pensar algo do tipo “imagina se alguém me vê fazendo isso?” ou “o que o outro vai pensar de mim?” e outras frasezinhas semelhantes. Tem gente que acha que sexo é pecado. Eu acho que é bom.
Sexo não combina com pecado. Não combina nada ser taxado de errado. Combina com cumplicidade, com doação, com sensações, com carinho, com trocas. Convenhamos, não saimos por aí levando o primeiro rapaz lindo e cheiroso que conhecemos para o quarto, e se o levamos, com certeza não é pra assitir TV. Se chegou até ali é porque há o mínimo de confiança, uma vontade de trocar carinho, experiências, prazer, cheiros e gostos. Vai me dizer que vai se lembrar de pecado nessa hora? Eu não lembro.
É momento de descobertas e não há espaço para taxações, então por favor, não leve esse terceiro convidado para uma festa que promete ser ótima a dois, isso sim seria um pecado, aliás, um pecadão.
Por fim, aproximo a ideia do pecado com o crime, já que ambos prevêem punições para os transgressores das regras – e quem elencou essas regras? Não me lembro de ter sido consultada de nada! E como ser uma criminosa não combina com meus cabelos vermelhos, essa história de pecado também não cola.
Não sou isenta de pecados, não sou isenta de erros, e nem sempre consigo fazer todas as minhas vontades: algumas porque me ocorrem fora de hora, outras porque não tenho dinheiro, outras porque magoariam pessoas que amo e outras tantas por impedimentos meio bobos, mas não deixo de tentar. Esgoto todas as possibilidades, porque pecado não é, de fato errar, mas é não tentar. É se abandonar na praia, se deixar como barco à deriva.
Todos somos sujeitos a erros e acertos e, na maioria das vezes,  o erro é o que temos de mais garantido,  porque não acertamos sempre e então não somos perfeitos e nem chegaremos à perfeição, ninguém é santo: nem eu, nem você, nem sua mãe, nem a minha! Acredite! E, assim, todos somos “pecadores” mas não é por isso que vou permacer só no erro, sem tentar acertar, sem ser fiel à mim, sem cumprir minha palavra que dei aos outros. É preciso saber dosar e esquecer um pouco dessa história de pecado. Acertamos nossas contas no final do expediente, agora precisamos é estar atentos com a vida e aproveita-la, com moderação, em certa medida, e valendo-nos de nós mesmos, buscando nos satisfazer.

*** Texto escrito na madrugada de 02 de junho, especialmente para atender ao  pedido do meu querido Mário Brazil, por mais que eu saiba que "não era bem isso" que ele queria! ***

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vento...

E agora que estou rodeada por livros, filósofos, teóricos e inúmeras páginas das quais pouco me importam seus conteúdos, um vento leve entrou pela janela entreaberta para que eu pudesse ver a chuva fina que cai lá fora.
O ventinho fresco me trouxe seu perfume ao mesmo tempo em que eu me lembrava do brilho dos seus olhos, tão escuros, tão parecidos com a cor do céu agora, nessa madrugada.
Dizem que o vento pode levar nossos segredos para quem está longe, então, pedi a ele que lhe levasse um beijo e um desejo de boa noite, que não são segredos, mas que carregam consigo avontade de, um dia, te-lo aqui.

“E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só
Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que girassol”
Fernando Anitelli

Have a nice day, dears!
Dy.


E como o post fala do vento, lá vai uma belíssima canção sobre ele:

Vento me traz

Monique Kessous

Composição: Monique Kessous / Mariama Lemos de Moraes
Toda vez que acordo sem você
Sinto que meu tempo andou
Passando tão devegar
Volta logo, diz que não vai demorar
Quero tanto te abraçar, te fazer bem
Primavera, faz de novo um temporal
Flores que não tem igual
Amor sem fim
Vento me traz,
Você pra mim
Leve como o ar
Eu vou, vou assim
Vou correndo atrás de onde
As nossas mãos vão se encontrar
Toda essa saudade louca
Vai se acabar enfim
Te amar demais
Toda vez que acordo sem você
Sinto que meu tempo andou
Passando tão devegar
Volta logo, diz que não vai demorar
Quero tanto te abraçar, te fazer bem
Primavera, faz de novo um temporal
Flores que não tem igual
Amor sem fim
Vento me traz,
Você pra mim
Leve como o ar
Eu vou, vou assim
Vou correndo atrás de onde
As nossas mãos vão se encontrar
Toda essa saudade louca
Vai se acabar enfim
Te amar demais



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Minha procura já o que eu queria achar...

É madrugada. Estou cansada e sem sono, embora o que eu mais queira nesse momento é dormir.
Não, não é insônia. É crise. Tenho muitas perguntas e nenhuma resposta. Numa tentativa – quase desesperada – de fuga, resolvi escrever. Comecei esse exercício ainda no ônibus a caminho de casa, mas parei. E agora relendo todo o texto que fiz, estou remodelando-o. Tirando as partes que me deixavam muito à mostra, trocando frases de lugar, estruturando melhor a ordem das coisas na ingênua busca pelas resposta que procuro.

Esse, na verdade, é mais um texto daqueles, bem confessional, bem “eu” e por isso é bem provável que soe absolutamente desconexo, quase um desvario, mas é isso mesmo. É essa ideia mesmo, porque ele tem que representar o turbilhão que se passa aqui dentro do coração (ou da mente?).
As ideias giram a uma velocidade incrível aqui na minha cabeça. Temo não acompanhar essa rapidez de meus pensamentos e me perder no meio deles. Penso que vou cair nas armadilhas que eu mesma criei e que já alertei aos meus amigos, aos meus leitores. Sempre digo que se esse é o meu mundo, devem ter cuidado ao entrar para não se perderem em meu infinito particular, pra que não se percam nas minhas muitas andanças em torno de mim mesma, numa eterna busca pelo eu que nem eu sei  bem como é.
Tenho tido demandas que me exigem muito. São decisões que extrapolam qualquer planejamento, mas que precisam ser muito bem pensadas, muito bem articuladas exatamente por serem muito práticas, exatamente porque não dizem respeito apenas a mim.
Lembro-me aqui que certa vez escrevi algo sobre a famosa frase que diz que nenhum homem é uma ilha e é isso o que me preocupa. O fato de que eu não sou uma ilha e que nada, ou tudo, o que eu faça não tem implicações só sobre mim, e isso além de me assustar me traz uma responsabilidade que não sei se dou conta de arcar.
Claro, sou maior, vacinada, pago minha contas, tenho opinião formada sobre varias coisas, deformada sobre outras, em construção sobre tantas e sei muito bem que devo bancar as consequencias de tudo o que eu faço e não fujo disso. Nunca fugi. O que temo agora é pegar um fardo que seja maior do que o que posso carregar.
Lidar com o outro é perigoso e exige cuidado. Aprendi que não se machuca um coração porque alguém pode ter feito dele a sua casa, com mobília e flores na janela. Tudo bonito e arrumado, pronto pra lhe receber todos os dias e estragar tudo é cruel.
Dostoiévski tem uma frase que me parece muito adequada para esse meu momento quase filosófico: “Estendi meus sonhos sob teus pés. Pisa de leve já que pisa meus sonhos”. Quantas vezes já estendi meus sonhos sob pés alheios que os pisotearam sem dó… quantas vezes vi as flores de meu jardim sendo esmagadas? O que aprendi de bom com esses episódios é que as flores mesmo sendo esmagadas perfumavam. Os sonhos pisados se transformaram em fragmentos que em alguns casos se mostraram mais possíves, talvez porque eram grandes demais e estando em pedaços se tornaram mais fáceis de serem realizados, talvez porque ao me abaixar para recolher os seus cacos os observei mais de perto e os reconstrui com um pocuo mais de atenção, de possibilidades e de realidades.
Sempre fui muito passional. Sempre segui as minhas vontades, as minhas ideias e ideais. Penso de um jeito diferente, vejo o mundo por uma janela diferente, com um olhar mais apaixonado do que o da maioria das pessoas que conheço, mas tenho me mostrado muito tacanha, muito conservadora em questões que talvez, há tempos atrás já teria resolvido.
Talvez seja porque dessa vez percebo a vida como um jogo de poker onde todos temos nossas fichas pra apostar e todos temos que pagar pra ver. O problema é que quando se tem um bom jogador as pessoas apostam nele. Hoje vejo pessoas apostando as suas fichas em mim. Não porque eu seja uma boa jogadora, mas talvez porque eu seja boa no blefe. Como digo por aí, eu engano dirietinho. Se não aos outros, a mim mesma, mas não está mais dando certo. Pelo menos não comigo.
Percebo que estou chegando ao meu limite e que a busca por respostas está se intensificando sem que eu perceba as respostas. Não encontro as saídas necessárias.
Preciso escrever um projeto e não tenho ideias estruturadas ou que sejam boas o suficiente para se transformar numa pesquisa ao menos razoável.  Preciso tomar decisões variadas que envolvem pessoas que não consigo refletir adequadamente.
Escolher entre cinco vestidos diferentes é fácil, optar por um dos meus três perfumes favoritos é fácil. Dizer que o roxo é minha cor favorita chega a ser desncessário, mas daí a promover escolhas que podem mudar vidas – a minha e a de outros – é muito mais complexo e não consigo mais tomar certas decisões.
Sair de minha cidade e vir pro Rio foi um desses casos. Dias de crise se estenderam até que eu me decidisse de verdade e mesmo assim estive ao ponto de abandonar tudo já algumas vezes.
Permanecer no Rio, no curso, nessa vida que nunca havia sido de fato planejada, embora desejada, tem sido uma superação diária de meus limites. Não sei se consigo continuar. Não sei se posso bancar coisas que atingem os outros.
Estou num momento em que pagar pra ver pode ser – como em todo jogo – uma faca de dois gumes: pago, banco e ganho ou pago e perco tudo, mas não deixo de ganhar o aprendizado. É hora de decidir. As cartas estão na mesa, há cartas na minha mão, mas me comporto com uma iniciante e não consigo analisar quais são as possibilidades desse jogo.
As coisas começaram a ficar mais claras depois de um telefonema de ontem, que na verdade terminou hoje, em que ao me abrir, coloquei-me como um barco à deriva num mar em ressaca que encontra um porto seguro, o meu porto seguro de sempre, que me escuta, me envolve com sua infinita paciência e me mostra coisas lindas em todas as situações, me abre os olhos pras questões que ficam à minha frente e que não enxergo e melhor que isso: me faz rir, dar boas gargalhadas.
Sinto-me à beira de uma ponte bem velha onde preciso decidir atravessa-la de imediato e correr o risco de cair no abismo ou de chegar do outro lado sem problemas, que seria a opção mais rápida e prática ou posso seguir um caminho paralelo, buscando uma alternativa menos arriscada. É na busca dessa resposta que me concentrei essa noite e que devo perder mais uns dias – se me conheço bem.
Foi pra essa questão que encontrei os primeiros sinais da resposta, que mais uma vez já estavam diante de meus olhos e que só alguém que me conhece há anos poderia ter a tranquilidade e a sabedoria de me mostrar, me assinalar essas diferenças que eu via, mas não enxergava como obstáculos me potencial, nesse caso elementos fundamentais nas respostas que busco.
Durante nossa conversa me lembrei de uma frase que encerra uma canção que gosto muito: “os opostos se distraem, os disposto se atraem” e, se essa frase é verdade acaba de me ocorrer que a minha decisão está tomada, pelo menos do ponto de vista mais racional. Se vou seguir essa resposta que me veio agora ao coração é outra história.
É… comecei o texto com uma crise, e dizendo que era uma busca ingênua de resposats e terminei-o com o coração mais tranquilo, relembrando coisas boas que eu já conhecia e revisitando uma conversinha que de tão recente ainda está em meus ouvidos.
Acho que preciso aqui registrar o meu agradecimento público ao dono dessa voz, desse conselho, meu companheiro presente até quando é ausente, que me deu calma nessa noite, me aconselhou dormir ao invés de estudar e me disse que as respostas viriam e vieram.
Obrigado, meu amigo amado. Torço pra que venha por aqui pra ler isso, pra ver o quanto, mais uma vez, foi importante na minha vida. Que suas palavras continuem sendo luz para meus caminhos, que o tempo não ouse separar nossos caminhos porque preciso de você todos os dias e porque não saberei viver sem que esteja por perto, afinal, está entre as pessoas desse mundo que quero levar pra vida toda.
Ah, e só não esquece de uma coisa: “só enquanto eu respirar vou me lembrar de você”.  ;-)
Acho que é o fim de um texto e de uma crise.

***Cascadura, Rio de Janeiro, madrugada de 01 de junho***