Visitas da Dy

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A marca de uma lágrima - Pedro Bandeira

Ah, tormento que eu não posso confessar...
O que eu escrevo é a verdade, eu não minto,
eu declaro tudo aquilo que eu sinto,
e é a outra que teus lábios vão beijar...

Sei que quanto mais verdade tem no escrito,
mais distante eu te ponho dos meus braços,
pois desenho o paralelo de dois traços
que na certa vão perder-se no infinito...

Estes versos feitos para te emocionar
justificam todo o amor que tens por ela
e as carícias que esses dois amantes trocam.

E eu te excito, sem que venhas a notar
que esses lábios que tu beijas são os dela,
mas são minhas as palavras que te tocam

(A marca de uma lágrima)

Pedro Bandeira

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O PAPEL DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

O PAPEL DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Carlos Henrique Rangel

O patrimônio cultural pode ser entendido como um conjunto de coisas de seres humanos. Coisas de gente, criadas para facilitar a vivência em grupo e a sobrevivência nos espaços que lhes foram destinados.Pode ser entendido também, como produto de uma construção coletiva dinâmica e viva produzida ao longo do tempo em um espaço definido. Ou seja, vinculado à memória e à construção de uma identidade. Sua preservação, conservação, manutenção e continuidade depende do envolvimento de todas as pessoas.

Cada Ser Humano é o que deve ser. E pode ser mais. E o que é,se relaciona com o que foi.Com os que foram. Com o que construíram os que foram...
O que é, se relaciona com o passado.Com as coisas do passado.Com o que foi feito no passado e continua presente.O Ser é fruto  e construção  de outros seres.Somatória,complemento,continuidade.Cada Ser Humano carrega em si o seu mundo e para onde for, onde estiver, sua família, sua rua, sua igreja, sua praça, seu bairro, sua crença, sua terra, lá Estarão.Cada Ser é um representante vivo de sua cultura. Do seu Patrimônio.Cada Ser Humano é um ser plural.O produto de uma cultura diversa e rica.De um modo de ser, fazer e viver.Cada Ser importa.

Ações educativas ou sensibilizadoras das comunidades detentoras de bens culturais ocorrem desde os primeiros tempos do IPHAN, órgão federal de proteção do patrimônio cultural, criado em 1936 em caráter provisório e consolidado a partir da Lei Federal n.º 378 de 13 de janeiro de 1937 e pelo Decreto Lei n.º 25 de 30 de novembro, também de 1937. No entanto, estas ações careciam de objetividade e planejamento que permitissem uma continuidade.

No Estado de Minas Gerais, após a criação do órgão Estadual de proteção do patrimônio cultural – o IEPHA/MG – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais –(criado em setembro de 1971), a situação não foi tão diferente. No início dos anos 80 (1983) a instituição criou o programa PAC – Política de Ação com as Comunidades - cujo principal objetivo era o de romper com o paternalismo estatal. A política de atuação do PAC partia do pressuposto de que todo bem cultural é “uma referência histórica necessária à formulação e realização do projeto humano de existência” 1.
A condição necessária, para que este modo de atuação funcione plenamente, é a de que as comunidades locais possam se assenhorar, não apenas de seus valores culturais, mas também, dos tributos que lhes escapam das mãos.
(...)
Deste modo, a criação e o desenvolvimento de entidades locais, encarregadas do patrimônio local e sustentados pelas próprias comunidades, aparece como variável estratégica, capaz de equacionar o problema da deterioração do acervo cultural de Minas.
Uma das metas, fundamentais da Política de Atuação com as comunidades do IEPHA/MG é, precisamente, a de fomentar a criação e o desenvolvimento daquelas entidades. Neste sentido, cumpre-lhe oferecer às comunidades locais, subsídios para que possam se organizar de modo adequado.”2
O PAC, antes mesmo da chegada do conceito ao Brasil, já era efetivamente um programa de Educação Patrimonial. Mais tarde, em 1994, o IEPHA/MG criou o projeto “Educação Memória e Patrimônio” que durou cerca de quatro meses em duas escolas estaduais – Escola Estadual Barão de Macaúbas em Belo Horizonte e Escola Estadual Zoroastro Vianna Passos em Sabará.

Recentemente, durante o ano de 2007, o IEPHA/MG desenvolveu dois programas pilotos nas cidades de Pitangui e Paracatu utilizando uma nova metodologia de trabalho voltada principalmente, para a capacitação e monitoramento de projetos criados pelos diversos grupos sociais envolvidos.

Paralelamente, foi executado o ICMS Patrimônio Cultural, programa de descentralização da proteção do patrimônio cultural vinculado à lei estadual 13.803/00, denominada “Lei Robin Hood”, o qual repassa recursos do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) para os municípios que investem na preservação do patrimônio cultural, pontuando, também, ações planejadas de Educação Patrimonial.

Por ser ainda uma ação nova muitas dúvidas pairam sobre o tema Educação Patrimonial e principalmente quanto ao seu desenvolvimento.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa
Sou daqueles que voam
solitário e solidário
E costumo caminhar
no meu mundo imaginário
As vezes tudo parece difícil
e tão longe da minha mão
Mas sei que minha casa
é onde encontro meu violão

Mas onde encontro ela?
A menina que é feita para mim
Chegue, como a primavera
com a boca mais bela, beijos de sim

Será que as nuvens trazem recados?
Será que o vento te faz me ouvir?
Só sei que de amor eu sei um bocado
e contigo quero dividir.

Marcelo Poeta

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nostalgia....


Eu sem você ,
Não tenho porquê ...
Porque sem você ,
Não sei nem chorar ...
Sou chama sem luz
Jardim sem luar ,
Luar sem amor ,
Amor sem se dar ...

Eu sem você ,
Sou só desamor ,
Um barco sem mar ,
Um pranto sem dor ...
Tristeza que vai ,
Tristeza que vem ...

Eu sem você não sou ninguém ...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tu e Eu

Tu e eu

Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.

Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobo
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.

És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.

Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.

És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.

Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.

Luiz Fernando Veríssimo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VOCÊ

(Judas Isgorogota)

Você...Você é tudo o que eu queria...
Tudo o que anseio que a ilusão me dê...
O meu sonho de amor de todo dia
Que nos meus olhos úmidos se lê...
Minha felicidade fugidia,
O meu sonho é você.....
Você...Você é a própria poesia
De tudo quanto em volta a mim se vê.
Se Deus quisesse dar-me certo dia
Tudo aquilo que eu quero que me dê,
Eu, sem pensar ao menos, pediria
Que me desse você!
Sonhos... glória imortal... seria um louco
Pedir tanta ilusão... Não sei por que,
Mesmo a ventura, que possuo tão pouco,
E tudo o mais que a vida ainda me dê,
Fortuna...amor...tudo eu daria, tudo,
Por você!
É que você tem todos os venenos...
É que seus lábios têm um não sei quê...
Os olhos de você são dois morenos
Que andam fazendo à noite cangerê...
Por tudo isso, eu pediria, ao menos,
Um pedacinho de você!

sábado, 4 de setembro de 2010

Aprendi que nessa vida não existem  principes e princesas.  Muito menos os sapos que se transformam.
Só pessoas, surpreendentes, surpreendidas, (in)compreendidas,  nas quais depositamos nossas fichas e esperamos pra ver onde a roleta vai parar.
Se dermos sorte, fazemos amigos e até encontramos amores...
Se não, ah,... se não damos sorte  perdemos tudo: passa-se a vida.  E, nós, nós ficamos na  beira da estrada, com poeira e vento e solidão, sabendo que tudo não era pra ter sido vão... mas foi.
 

sábado, 21 de agosto de 2010

Encontro Presencial do Curso PMDD

Olá, pessoas!




Hoje é 21 de Agosto e estamos no meio do nosso encontro presencial do curso de Produção de Materiais Didáticos para a Diversidade, aqui em Juiz de Fora!








Está muito bom! Como nossa turma é heterogênea! Viva a DIVERSIDADE!!!



Seguem as fotos!



Aproveitem!!!



Beijos,



Edylane.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Liguei a televisão. “A Vida é Bela” – esse era o nome do filme. É mesmo. Não só é mesmo o nome do filme como é mesmo bela, a vida. O filme é bom e meio piegas. Eu também. Um bom sujeito e às vezes meio piegas.
O que importa é: a vida é bela.
Dói. Às vezes dói. Até saber que dura pouco, dói.
Mas presta atenção, colega, tem quadros de Van Gogh, sorvete de flocos, papos de madrugada com amigos. E isso é inegável.
Ok, você se lembra do garoto com fome na rua, se lembra que ainda existe luta religiosa, se lembra que a amiga a quem você deu atenção confundiu as coisas e te chamou de “galinha”, se lembra que fazem fofoca sobre você, se lembra da distensão muscular no melhor momento da pelada. Mas é bela. A vida é bela. Encontros de afeto real justificam esse planetinha bonito.
Ok, colega, dói porque a esquerda não nos salvou ao chegar ao poder (nem existe mais esquerda). Dói porque a psicanálise prometeu, mas não nos fez felizes para sempre. E os hippies viraram mendigos ou burocratas.
Mas a vida, colega, tem Domingos de Oliveira. E ele também acha a vida bela. E Domingos não mente. Imagine um cara que além de ser o maior pensador do Brasil, tem no primeiro nome um domingo no plural, numa espécie de multiplicação do feriado. Segundo ele, reclamar da vida é o oitavo pecado capital. Portanto, não vamos ficar resmungando. A vida é bela.
O tempo passa, o tempo estraga, o tempo mata, a vida volta, a vida recompõe, a vida renasce.
Você não gosta do programa da tv. Aí está ao seu lado o controlo remoto, supremo representante da sua democracia. O verdadeiro poder do povo é o controle remoto.
Ok, os nazistas cristãos odeiam os judeus e Cristo era judeu e não odiava ninguém. Paradoxo dói. A gente não confia no político que está aí para nos representar. E tem medo da polícia que está aí para nos proteger. Mas tem o corpo da mulher amada, o bandolim de Hamilton de Hollanda e milk-shake de Ovomaltine.  E é interessante. O tal do ser humano é interessante. Sempre procurando o amor definitivo e a tal da segurança. Logo ele, capaz de morrer no próximo minuto, sujeito à primeira ventania, e sem a menor chance diante do menor maremoto. A segurança, colega, não existe. A gente inventou. E isso dói.
E lá no meio da dor tem uma tal de esperança. E como a flor que nasceu no asfalto, do Drummond, ela vive ali, sobrevivendo a caminhões e atropelamentos. Ok, colega, eu sei que dói. Mas tem a hora em que teu filho dá uma gargalhada e é feliz. Aí a gente se lembra dele em cima do nosso ombro e olhando espantado para o mundo. Naquele dia a gente disse pra ele (e pra filho não se mente): a vida é bela. 

Oswaldo Montenegro
Bom, eu gosto de bolo quente, Beatles, de montanha, mulher bonita, amigos antigos, ex-mulher (adoro ex-mulher; só a ex é eterna). Adoro criança, pôr do sol, vinho, adoro piada ruim. E adoro a noite.
Adoro as coisas que acontecem à noite, tais como: namorar, contar segredo, enlouquecer, jogar conversa fora, deixar namorada dormir no colo. E rezar.
Eu não rezo, mas eu adoraria rezar. Eu adoraria acreditar em Deus. Não é que eu não acredite, é que eu queria uma certeza, uma certeza enorme. Total. Queria não ter a menor dúvida de que a gente reencontra as pessoas que a gente ama, depois da morte.
De qualquer maneira, se Deus existe, ele dorme de dia e vive de noite. Deus sabe tudo e, portanto, sabe que às 11 horas da manhã ninguém diz “eu te amo” com sinceridade. E Deus adora sinceridade e amor. Deus sabe que à noite o ser humano é menos metido a vencedor e é menos metido a perfeito. À noite o ser humano é humano, e foi humano que Deus o fez.
A noite é da Lua e, portanto, é feminina. Dizem que no 6º dia Deus criou o homem e pensou: “Posso fazer melhor”. E criou a mulher.
De qualquer maneira, a noite tem menos rancor, menos disputa e menos inveja.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

UFMG abre inscrições para curso à distância na área de ensino

UFMG abre inscrições para curso à distância na área de ensino

O curso sobre produção de materiais didáticos será ministrado em vários pólos de Minas Gerais, incluindo Juiz de Fora

Em parceria com a Rede de Formação para a Diversidade (SECAD/MEC), a Universidade Federal de Minas Gerais abre inscrições para o curso “Produção de Material Didático para a Diversidade”, que será ofertado na modalidade a distancia, pelo sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os pólos que receberão o curso são Araçaí, Conceição do Mato Dentro, Confins, Governador Valadares e Juiz de Fora.
O curso de aperfeiçoamento é voltado para professores e profissionais da educação e tem como objetivo a compreensão dos desafios presentes nas etapas de produção de materiais didáticos que abarquem temas voltados para diversidade. O participante do curso irá desenvolver a capacidade de problematização e reflexão sobre os conteúdos e o entendimento das etapas de produção, circulação e uso dos materiais didáticos. Seu foco é voltado para as práticas do patrimônio e memória da história local.
Para fazer a inscrição, os interessados devem enviar e-mail para o endereço cursomateriaisdidaticoslabepeh@gmail.com, contendo Ficha de Inscrição, Carta de Intenção, Pré Memorial, Curriculum Vitae atualizado e Prova de Informática, todos com modelos disponíveis no site www.fae.ufmg.br/labepeh/cursos. O prazo para o envio dos dados vai até o dia 20 de julho. Serão disponibilizadas 50 vagas para cada um dos pólos.
O resultado da seleção está previsto para o dia 20 de julho. A matrícula será feita através da confirmação de participação no curso, entre os dias 1º e 03 de agosto e entrega dos documentos exigidos no Edital no pólo escolhido pelo candidato.  O início do curso está previsto para o dia 07 de agosto.
Mais informações no site www.fae.ufmg.br/labepeh/cursos ou pelo telefone da secretaria do curso: (31) 3409-5303.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Deixa acontecer

Composição: Vinícius de Moraes/Toquinho

Ah..Não tente explicar
Nem se desculpar
Nem tente esconder
Se vem do coração
Não tem jeito, não
Deixa acontecer

O amor, essa força incontida,
Desarruma a cama e a vida
Nos fere, maltrata e seduz
É feito uma estrela cadente
Que risca o caminho da gente
Nos enche de força e de luz

Vai debochar da dor
Sem nenhum pudor
Nem medo qualquer
Ah...sendo por amor
Seja como for
E o que Deus quiser

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.

Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei

Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.


(Álvaro de Campos)
Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Segunda Via

Segunda Via
(OSwaldo Montenegro)


Vê se presta a atenção
Acabou, não dá mais
Não é falta de amor
E pra mim tanto faz
A razão do poema
Ou sua forma fugaz
Como na arquitetura
Não importa o espaço
entre as linhas e mais
A paixão só interessa se traz alegria
E a nossa não traz
Hoje eu tenho certeza
que o fim não se adia
e que não se re faz
O que já foi magia
hoje é segunda via dos originais
Vê se presta atenção
todo barco no cais
Não cumpriu seu destino
de ser navegante
E a sede é voraz
No seu próximo amor
não procure ter paz
Isso é coisa de amigo
e o tédio é o perigo
que o tempo é que traz
Guarda o nosso segredo
Eu garanto que o medo
é uma droga eficaz
Nosso caso é cinema
Que o ranço, que pena
tirou de cartaz
Sou escravo do novo
e o futuro que chega
é o meu capataz
Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve

Não me leve a mal
Me leve apenas para andar por aí
Na lagoa, no cemitério
Na areia, no mormaço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense como eu vim de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será tudo de bom
Mas não me leve

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

sábado, 19 de junho de 2010

Sobre o Tempo

E mais um ano se passou...
Hoje resolvi escrever sobre o tempo. Melhor: sobre a relatividade do tempo.

Há um ano meu bebê chegou! Fui busca-lo na maternidade numa quinta-feira fresca, às 22:30h, sem sentir absolutamente nenhuma contração, mas com uma dor nas costas enorme. Era véspera do aniversário da minha mãe.

A previsão de chegada do bebê era pra segunda quinzena de julho.

Cheguei na maternidade, com cara de quem sentia contrações - nem sabia o que/como era isso. O médico veio examinou e me disse que o ebê estava chegando. Internaram-me!

Passei a noite sem dormir, rindo à beça, mesmo com as contrações! O bebê - já com nome escolhido, Heitor - chegou às 5:27 da sexta-feira (19/06), dia do aniversário da minha mãe e do meu querido amigo Rogério.

O que isso tem a ver com o post de hoje? Simples! É a relatividade do tempo.

Quando heitor ainda era uma sementinha - e eu o chamava de Stella porque achava que ia ter uma menina - o tempo custava a passar. a vontade ed ver o rostinho do bebê era enorme, mas ele não nascia nunca e foram as 38 semanas mais demoradas do mundo.

Hoje ele completa um ano de vida.
Há um ano vejo os olhos mais lindos e mais azuis do mundo brilharem todas as manhãs...
Tenho o maior dos amores ali bem na minha frente, sorrindo.
Cada dia voa vendo o avanço que ele faz: aprendendo a falar, andar, se expressar...
Cada dia demora séculos sem ve-lo.

Hoje entendo mais claramente essa história da relatividade do tempo. O tic-tac do relógio é o mesmo, segundos, minutos, horas, dias são sempre os mesmos, mas há um quê de lentidão inexplicável quando não podemos estar perto de quem amamos. Ah, e passam tão depressa quando estamos juntos...


Oração Ao Tempo

Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

domingo, 23 de maio de 2010

Músicas

O Teatro Mágico
Existem músicas que são capazes de expressar muito do que sentimos. O Teatro Mágico consegue isso. Ainda não encontre nada que se encaixasse tanto com algumas coisas que sinto e penso.
Algumas do Teatro pra que por aqui passar:

Reticências.

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli

Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco
Se agregar não é segregar
Se agora for, foi-se a hora
Dispensar não é não pensar
Se saciou foi-se em bora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco
Se lembrar não é celebrar...
Dura - lhe a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar
Se consagrou sangra agora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
(nascerá, nascerá...)
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
(nascerá, nascerá...)
Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... Muito mais...
Ser essência... Muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...

Leituras

Voltei a ler por prazer... fazia tempo que não fazia isso.
Até as leituras obrigatórias que estou tendo, em função da pós-graduação, estão boas. Deve ser porque é um curso que eu gosto...

Hoje comecei a ler Shakespeare. Hamlet, com a introdução de Bárbara Heliodora. Muito, muito bom.
Segue algumas citações de Willian, pra aquecer a noite fria que faz nas montanhas mineiras...

Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos 

_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

 Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões


_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

Se as paixões aconselham por vezes mais ousadamente do que a reflexão, isso deve-se a que elas dão mais força para executar

_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

Não há arauto mais perfeito da alegria do que o silêncio. Eu sentir-me-ia muito pouco feliz se me fosse possível dizer a que ponto o sou 


_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te 

 
Sorrisos...
ah, os sorrisos... existe coisa mais linda no mundo que o sorriso de alguém?
Eles nos abrem as portas do céu, deixam nossos dias mais brilhantes, se são sinceros nos aquecem a alma.
Tenho uma teoria: se estiver de mau-humor, olhe no espelho e sorria pra você mesmo! Tudo melhora, até sua cara carrancuda!
Hoje ganhei e distribui muitos sorrisos: amizades novas sempre nos fazem sorrir.
As antigas também!
O mais legal dos sorrisos são as horas em que eles aparecem e a gama de sentimentos que os envolvem: já sorri quando queria chorar, já sorri de alegria, de nervoso, de medo, de satisfação, sarcasticamente, ironicamente, apaixonadamente!
Acho que deveríamos todos sorrir, sempre!
Pra você que tem o sorriso mais lindo do mundo, alegre o dia de alguém!
;-)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Meninas do meu coração

Aí, lembrei-me das meninas do meu coração: as meninas maislindas do mundo, que também me fazem melhor a cada dia.

Tem as amigas de infância: Cínthia e Vanessa. Crescemos juntas, casamos quase na mesma época e temos bebês! Tá, vai, a Cínthia estragou a brincadeira fazendo o Miguel antes, hoje com uqase seis anos, mas Vanessa e eu mantemos as regras das brincadeiras de criança: Gabriela, da Vanessa, e meu Heitor têm quase a mesma idade!
Seguimos rumos parecidos: todas mães e professoras - as duas casadas, eu, não mais - as três sem tempo, nos falando pouco, mas ali, firmes na amizade.

Tem a Líllian e a Kamila: lá do CTU! Que coleginho! Separei-me de grandes amigos (Vanessa e Betinho, por exemplo) pra conquistar novos amigos lá. De meninas ficaram só essas cuas. Não sou muito popular com as meninas... nas no grupo dos meninos... aí a lista é miorzinha, deve dar uns três ou quatro! ahahah
Essas mocinhas tomaram rumos muito diferentes do meu: Lillian é fisioterapeuta, que chique! e a Kamila é... desempregada! ahahah na verdade ela é economista e tá esperando um banqueiro rico pra se casar! Vive tentando concursos, até agora nada, mas força, amiga! um dia vai!

Depois disso aí veio a faculdade... por um bom tempo sótinha a dani de amiga, (tinha os meninos: Renan e Eduardo, mas trocaram de curso: Renan, foi pra Petrópolis, fazer adinistração e Du, pra Itaperuna, é doutor, faz medicina!), mas aí veio  a Josi, guria forte, trabalhadora, batalhadora, companheira. Sem dúvida uma das gurias que mais amo. Aliás, quem tá aqui é porque é amada!
A Josi é um carma: pra todo lado que eu vou ela tá! isso é muito bom... a gente se diverte enquanto trabalha!

Bem, hoje passei aqui só pra fazer essa lista do povo que mora no meu coração e que às vezes nem sabe...
Sim, faltou um dos meninos do meu coração, mas que moram pertinho...
Esses são fáceis: é o Raphael e o Fernando, do CTU; o Claudiney, Isaías e o Hilbert da faculdade. E ainda o Du e o Renan, que estavam aqui, agora estão longe, mas daqui a pouco voltam!

Então, pessoas todas que moram no meu coração, amo-os muuuuuito!

Meninos do meu coração

Então... hoje acordei pensando seriamente nas pessoas que fazem os meus dias melhores: homens e mulheres que deixam tudo mais colorido com um bom dia, com uma brincadeira ou pelo simples fato de existirem.
Dei-me conta de que dois dos meus amigos mais amados estão longe de mim, a quilômetros de distância, mas que estão muito mais presentes do que alguns que são meus vizinhos.
Dei-me conta de que muitas vezes não digo a eles o quanto são especiais e o quanto me fazem ser melhor.
Dei-me conta de quero preserva-los e leva-los comigo pra onde eu for e como diz a música "certo é estar perto sem estar". Hoje percebo isso a cada manhã ou tarde ou madrugada que entro na internet e tem uma mensagem dos meninos mais amados do mundo na minha caixa de mensagens.
Resolvi escrever pra eles hoje: para os meus dois amigos mais amados, Ke e Betinho, e que moram tão longe, fica aqui uma declaração explícta de que são muito, muito especias pra mim.

Quero que saibam que são lembrados todos os dias, em vários momentos, que tem uma música especial pra cada um, que sempre que como batata-frita lembro que o Ke me deve uma ida ao boteco; que sempre que passo no teatro lembro do betinho e das gostosas gargalhadas que demos na última peça que assistimos - mesmo, naquele contexto eu não estando muito pra risos; que sempre que vejo o carteiro lembro das cartas do Ke - há muitos anos não trocamos mais cartas...; que toda vez que passo perto da escola lembro do betinho tímido, tímido, que virou professor e que agora tem que falar, falar!

Enfim, não ficou difícil de perceberem que estão tão longe e tão perto de mim, né?

Meninos lindos, cheirosos, inteligentes e meus amigos: amo-os de montão.
beijos, beijos, beijos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sempre sabemos a hora?

Segundo minhas teorias malucas, sempre sabemos as respostas que procuramos, mas complicamos as coisas meio que por prazer, ou por não querer ver o que se apresenta sob os nossos olhos por vários motivos: conveniência, comodismo, indiferença.

Tentando seguir uma linha de raciocínio lógico cheguei à mais nova questão que me aflige: sempre sabemos a hora de agir?

É muito pertinente essa pergunta, principalmente se partimos do ponto de que já conhecemos as respostas que procuramos, então, deveríamos saber a hora de agirmos também.

Sou uma criatura que sempre está se questionando, criando e recriando conceitos, buscando entender melhor esse mundo pra tentar me ajustar a ele, uma vez que não acho meu lugar por aqui.

Nessa busca pela sintonia é preciso não se cansar de levar problemas, hipóteses e prever a hora certa de se tomar decisões que podem mudar tudo.

Medir as palavras é coisa que não faço, logo, pago altos preços pela intensidade que elas causam em quem não as quer ouvir.
Mudar as atitudes é difícil, uma vez que, acreditando ter razão, sigo em frente sempre. E quem é que não acha que tem a razão?

O fato é que é preciso saber a hora de entrar, de sair, de virar tudo de pernas pro ar e, como diria  a Josi ligar o botãozinho chamado f*** (piiiiiiii) é censurado! - mas pelos bons costumes, claro!

Resolvi, depois de muito pensar virar tudo de pernas pro ar: trocar coisas certas por duvidosas, dar tiros no escuro, buscar aventuras por mares "nunca d'antes navegados".

A sensação que isso traz é um misto de alívio, por me livrar de coisas que antes pareciam me prender como algemas imaginárias, mas tão fortes quanto as reais; e um medo de me lançar no desconhecido, num abismo que pode trazer novos vôos gloriosos ou o risco de uma queda fatal.

Assumi os riscos. Venho assumindo-os a cada dia. E apesar do desespero inicial e de uma certeza que as asas não funcionarão... elas estão lá, estão sempre lá... e se abrem, e permitem bons vôos... mesmo frente à angústia e o medo de que as coisas podem não dar certo, há muita esperança de que dêm certo. E vão dar, principalmente porque, como nos mantras, acabamos por ser o que acreditamos que somos.

Se essa é a regra, é essa que usarei: nem é tão difícil, amedronta, desafia, faz tremer, mas vale pelo desconhecido e pelas oportunidades que podem surgir.

Quando o que se tem a perder são só algumas lágrimas e o que se ganha é sempre bem maior do que as perdas - porque todas as mudanças e atitudes que se tomam na vida vêm recheadas de ensiamentos - o risco vale a pena, ainda mais quando sabemos que nossa alma não é pequena e que pode semrpe mais.

A conclusão, a sim, era o que faltava, ah, está é simples: sempre sabemos a hora de agir porque na verdade não existe essa hora, ela é criada por nós no momento que decidimos dar o passo rumo ao desconhecido, rumo ao caminho que nem sempre é o mais fácil ou o já trilhado por alguém.

Sabems a hora de agir porque precisamos agir de qualquer maneira, pra fazer a roda da vida girar e quem sabe chegar cada vez mais longe em nossos objetivos.

domingo, 18 de abril de 2010

valores

Elegemos valores pra nossa vida... Eles formam nossa personalidade, nosso caráter, nosso modo de ver e até de sentir as coisas.
Sempre me achei um bicho estranho no mundo... Meus valores eram muito diferentes de todos que as pessoas elegiam. Alguma coisa definitivamente estava errada.
A importância que eu dou ao coletivo, o valor de minha palavra, a nobreza do sentimento, a lealdade... ah, essa bendita - ou será maldita? - lealdade... talvez seja, dos valores que tenho o que mais me orgulho e o que mais me dói. Explico: essa tal lealdade, por vezes, me fez cumprir a minha palavra, passando por cima de meus próprios sentimentos, de minhas próprias alegrias. Muitas vezes abri mão de mim mesma pra ser leal à minha palavra, dada a alguém, que julguei - ou ainda julgo - especial.
Essa é a questão.
Passei muito tempo semdo leal aos outros, essquecendo-me de mim, deixando de lado meus sonhos, meus desejos, meus planos. Pensei, diversas vezes em não magoar, em não ferir, não decepcionar as pessoas, ainda que isso me doesse, que me corroesse por dentro como um ácido, num processo lento e dorido...
O resultado foi bem interessante: uma alma medieval, completamente perdida num mundo que não era o seu, convivendo com pessoas extremamente indivudualistas - ou como diria um amigo, umbigocentricas - e eu, na contra-mão de tudo isso, querendo mudar o mundo, pensando no coletivo, no outro e me deixando em segundo plano.
Não me arrependo. Aprendi muito. Faria tudo de novo, os mesmo erros, mesmos acertos, porque todas as coisas e cada uma delas nos trás bons ensinamentos. Aprendi a ser mais maliciosa, a não ser tão boazinha, a não confiar plenamente em ninguém, a não valorizar tanto as pessoas, a não criar expectativas.
Agora adotei uma nova visão: o melhor é ser leal a mim mesma e aos meus sentimentos - claro, a ideia de não magoar, de não mentir ou ferir continua valendo, mas me coloquei em primeiríssimo - como diria o bom e velho José Dias de "Dom Casmurro", Machado de Assis - plano.
Descobri que o maior valor que posso ter é o de me valorizar, depois vem a lealdade, mas essa é para comigo, e só depois para com os outros.
Parei de tentar mudar o mundo. Ele não quer ser mudado.
Parei de pensar no coletivo. Todos só pensam em si mesmos, porque eu seria tão diferente?
Parei de andar na contra-mão. Isso cansa, machuca, desgasta e no fim, nada se resolve.
Parei de ver o mundo com a inocência e a doçura que me eram comuns. O mundo é feio, violento, cruel e fede.
Parei de sonhar com um socialismo, não o sistema polítco, nos moldes russos, ou ainda nas teorias dos livros, mas um socialismo mais amplo e vivenciado, onde as pessoas se tornariam mais sociáveis mesmo, a comunidade mais valorizada, coletiva. O mundo é CAPETALISTA - sim, com "e", porque um sistema econômico que se impõe e que afasta as pessoas não é de Deus não! rs (e olha quen creio nessa história de Diabo X Deus).
Parei de achar que as pessoas me dão a mesma importância que dou a elas. Pouquissimos ainda se importam com os outros.
Parei de achar que tenho muitos amigos. Os verdadeiros, que se importam de fato, ah, esses cabem em uma mão, no máximo em duas, me esforçando.

As pessoas não têm os mesmo valores que eu, não pensam como eu, não amam como eu... também se fosse assim o mundo seria chato: várias pessoas em crises filosóficas e existenciais ao mesmo tempo seria um pandemônio...
As pessoas têm, na verdade, seus próprios valores, mas, na verdade, nem são tão "próprios" assim: são só manipuladas pelo dinheiro, pelo poder e pela ambição, sem se darem conta de como são usadas pelo sistema.

Mais uma vez tenho a sensação de estranheza desse mundo.
Mais uma vez me vejo perdida em um lugar que não é o meu.
Mais uma vez me vejo sendo alvo de minhas próprias questões, buscando respostas que não sei onde estão, explicações que acho que nem existem e uma luz no fim do túnel, quando na verdade nem sei se há o túnel, quanto mais a luz...

Então é isso... linhas que desejavam sair da minha cabeça já há algum tempo, mas que por falta de tempo só sairam agora, aliviando a alma com paradigmas completamente diferentes daqueles que o mundo tem.

por hoje é só.

terça-feira, 13 de abril de 2010

catarse?

tenho pensado muito sobre o que escrever e ainda sobre o porque de escrever.
cheguei a conclusão de que não passa de uma catarse: se as coisas dão muito certo, quero celebra-las e escrever é uma forma de perpetuar os bons momentos, agora, se as coisas vão mal, ah, aí quero escrever pra me livrar da angústia que me aflige, como se escrever fosse, ainda que por um minuto, apagar tudo o que tá aqui dentro, pra começar a reescrever, a me reinventar, a me reencontrar...
tenho colocado aqui muitas linhas sobre coisas que penso, que não condizem com o padrão, que às vezes parece não fazer nenhum sentido pra ninguem, mas me fazem muito sentido, são partes desse mundo (in)completo e surreal em que me sinto imersa.
tenho muito o que escrever, muito o que externar... muita coisa ainda aperta meu coração e me faz estranhar o mundo, mas isso são linhas pra outros posts.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

sempre sabemos as respostas

caramba...
de vez em quando  nos colocamos algumas questões que são simples de serem resolvidas, mas teimamos em complica-las. eu sou mestre nisso: adoro complicar as coisas. criar tempestades em copos d'água, enxergar obstaculos maiores do que o que normalmente são me agradam... na verdade, não agradam tanto, mas é o que sei fazer de melhor: criar problemas que não existem.

hoje, depois de um tempão pensando sobre questões que nem deviam ser pensadas - porque há coisas nesse mundo que são pra ser feitas e não pensadas - resolvi voltar aqui e ler tudo o que já havia postado, talvez alguma coisa pudesse me ajudar a entender o que se passa na minha cabecinha de vento, aliás de vendaval, pois a sideias não aparam um minuto sequer...

revi um textinho meu, meu mesmo, onde escrevi "é preciso valorizar o que se tem antes que o perca.". sim, aceito que o contexto não era o mesmo, mas a ideia é muito boa... e descobri que era isso que eu precisava ouvir... muito estranho isso: crio minhas questões, minhas dúvidas, já sabendo das respostas.

pronto: questões resolvidas, posso passar pras p´roximas, que ainda não se estabeleceram, mas que virão logo... é sempre assim, mas que graça teria a vida se não dessemos uns toques de complexidade para as coisas simples?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Cine-Theatro Central - 81 anos

Juiz de Fora ganharia seu teatro definitivo, o Cine-Theatro carregandoCentral, em 30 de março de 1929.
O primeiro passo para a construção foi a fundação, pela sociedade formada por Francisco Campos Valadares, Químico Corrêa, Diogo Rocha e Gomes Nogueira, em junho de 1927, da Companhia Central de Diversões. Um ano antes, eles adquiriram o barracão de ferro e telhas de zinco do Polytheama, outro precário teatro da cidade, instalado no terreno entre a rua São João e a antiga rua da Califórnia, hoje Halfeld, e demolido para ceder lugar ao Central.

Coube à companhia construtora de Pantaleone Arcuri, que já começara a mudar a face arquitetônica deJuiz de Fora, fazer o projeto do novo teatro. Raphael Arcuri, o arquiteto, não economizou na grandiosidade e o orçamento acabou ultrapassando as possibilidades financeiras da companhia, obstáculo superado com uma medida providencial - a entrada do próprio patriarca dos Arcuri na sociedade.

Assim teve início a construção do Central, empreitada que tomaria um ano e quatro meses de obras. Não seria o edifício mais alto de Juiz de Fora, nem sua primeira construção em concreto armado, mas sem dúvida um empreendimento ousado, em que se destacava o amplo vão sem pilastras da platéia, sustentado por uma estrutura metálica vinda da Inglaterra, que atemorizou os menos informados sobre ecarregandosta solução arquitetônica arrojada – um “triunfo da técnica”, como viria a ser saudada.

O edifício de linhas sóbrias e retas, ao estilo art déco, e fachada discreta, ganhou suntuosa ornamentação artística interna, assinada pelo pintor italiano Ângelo Bigi, radicado no Brasil. Bigi pressentiu que aquela seria a sua grande obra. Legou ao Central uma decoração de sabor de antiguidade clássica, com cenas de ninfas e faunos em jardins românticos e paradisíacos, uma Arcádia mitológica que exala paz, harmonia e felicidade. Ao centro, medalhões com as efígies de grandes mestres da música: Wagner, Verdi, Beethoven e o nosso Carlos Gomes. Enfim Juiz de Fora podia se orgulhar de contar com um teatro digno de sua importância econômica, política e cultural.

Um pouco de nós mesmos

Tem dias em que nos pegamos pensativos, cheios de dúvidas, incertezas...
Precisamos dar um tempo pra nós mesmos... nos reencontrarmos, chegarmos em nosso eixo.

Tenho pensado muito nisso: em como meio eixo está deslocado, ou em como ele não se adapta ao resto do mundo. Tenho reparado o quanto a "justiça" é injusta; o quanto lutamos pra nada; o quanto de tempo dispensamos  para várias coisas que não nos dão retorno; o quanto as pessoas são mesquinhas e cruéis com elas e com seus próximos; o quanto somos bobos de esperar algo de pessoas que sequer se importam com elas mesmas, o que nos levaria a crer que se importariam com os outros?!

tenho pensado que seriamos bem melhores se a cada da nos importássemos realmente em sermos melhores dentro de nós; se promovessemos uma grande mudança de pensamentos e atitudes, abrindo-nos para o mundo, para os outros, para a vida de maneira mais real, aberta, isenta de qualquer pre-julgamento que possa vir a existir.

penso que só o desejo de sermos melhores já nos faz melhores.

ainda tenho muito o que escrever, mas por agora é só. termino com uma letra de mongol, cantada belamente por oswaldo montenegro, muito propícia ao momento:

AGONIA

Se fosse resolver
iria te dizer
foi minha agonia
Se eu tentasse entender
por mais que eu me esforçasse
eu não conseguiria
E aqui no coração
eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia
Eu vou pensar que é festa
Vou dançar, cantar
é minha garantia
E vou contagiar diversos corações
com minha euforia
E a amargura e o tempo
vão deixar meu corpo,
minha alma vazia
E sem que se perceba a gente se encontra
pra uma outra folia

quinta-feira, 11 de março de 2010

Regulamentação do Historiador

COMISSÕES / Assuntos Sociais
10/03/2010 - 16h21


Projeto que regulamenta profissão de historiador é aprovado na CAS

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (10) o PLS 368/09, projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador. O autor da proposta é o senador Paulo Paim (PT-RS). O texto foi votado em decisão terminativa.

O relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou durante a votação desta quarta que "esse projeto não impede o desempenho da atividade de historiador por aqueles que o fazem por vontade própria ou vocação; apenas garante para os respectivos cargos públicos a exigência do diploma de historiador".

O projeto define que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso superior de graduação, mestrado ou doutorado em história. As atividades desse profissional são, de acordo com o projeto, o magistério; a organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas históricos; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento para avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; e a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.

Em seu voto pela aprovação do projeto, Cristovam observa que, atualmente, a atividade do historiador não está mais restrita à sala de aula e que a presença desse profissional é cada vez mais requisitada pelos centros culturais, museus, assessoria e consultorias a empresas de publicidade, turismo e produtores de cinema, jornalismo e televisão. Por esse motivo, o relator se manifesta favoravelmente a que a profissão seja valorizada e reconhecida legalmente.

Turismólogo

Também foram aprovadas pela CAS as quatro emendas da Câmara ao projeto de lei que regulamenta a profissão de turismólogo. Essa proposta (que agora tramita no Senado como ECD 290/01) foi apresentada em 2001 pelo então senador Moreira Mendes. O relator das
emendas na CAS foi o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC).

Da Redação / Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

domingo, 7 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Chegou o dia da mulher - nacional ou internacional não faz assim tanta diferença - e com ele todos os discursos prontos sobre o feminismo, a "evoluçã" das mulheres ao longo dos anos na sociedade machista...
bah, tudo uma grande besteira.
não quero ser lembrada num dia só. quero ser lembrada todos os dias.
porque é todo dia que mato um leão à unha - muito bem feita, com esmalte e até uma pedrinha que brilha!
quero ser lembrada pelas coisas boas que faço, pelo mundo que não anda muito bem, mas que tento muda-lo todos os dias, ainda que o máximo que eu possa fazer seja dar um sorriso a quem passa na rua.
não quero um dia só meu pra ganhar uma rosa na rua: quero fores todos os dias, sorrisos, abraços e amores, pra encher meus caminhos de cores, de alegrias e de conquistas, que corro muito atrás.
quero que recnheçam meu trabalho todos os dias. que vejam o  quanto é dificil ser mulher, mãe e professora, tudo de uma vez só e ainda ter que conciliar isso com uma vontade imensa de mudar o mundo, que de tão grande não cabe no peito.
quero que todos sejam respeitados, idependente serem meninos ou meninas e pra isso não é preciso um dia da mulher - que injustiça! não temos um dia dos homens!
quero que os homens sejam doces, mandem flores, poemas e ocntinuem trocando nossas lampadas e abrindo nossos vidros de palmito.
quero todo mundo em paz e pronto, sem essas besteiras que se dizem por aí, sem politicagem, sem intenções terceiras.
já chega... não tem mais coisa com coisa aqui.
amanhã trabalho cedo e tenho qu eir.

quinta-feira, 4 de março de 2010

sobre o coração

e um dia a gente aprende que nada na vida vale mais a pena do que seguir o nosso coração.
aprende que pra cada passo que se dá há um risco e que correr risco é tão importante quanto respirarmos.
a gente aprende que viver uma vida inteira sem amigos é impossíivel, que eles são especias e que devem ser amados intensamente e mais, que devem saber disso.
a gente aprende que amigos dizem "eu te amo" e que é de uma forma tão sincera que chega a doer, afinal, pra ter nos escolhido por amigos e pra cultivar nossa amizade é preciso conhecer nossos defeitos e respeita-los; é saber nossos limites e nunca ultrapassa-los; é nos entender sem palavras, até mesmo sem estar perto.
então, isso aqui é pros meus amigos que amo grandão...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sobre trabalho

E depois de um tempo sem escrever coisas da minha própria cabecinha, só postando coisas e mais coisas que todos já conhecemos... tcharan! voltei! rs
hoje estou animadinha a escrever...
deve ser o trabalho novo. e aí resolvi escrever algumas coisas sobre trabalho, que ainda bem que ninguém lê isso, porque poderiam me chamar de louca ao final desse texto!

então... sobre trabalho...

por que as pessoas trabalham? pra pagarem as suas contas...
por que as pessoas trabalham de mau-humor? porque a grana que ganham não dá pra pagar as suas contas...
bah, quanta bobagem...
eu trabalho porque gosto.
amo muito tabalhar, também aliei as coisas que mais gost na vida: a história, o conhecimento, a vontade de mudar o mundo - nesse caso através da (in)formação das pessoas - e ainda me pagam pra isso!
tá, vai, concordo que pagam um salarinho meia-boca, mas pagam!
mas penso... já trabalhei em coisa que não gostava - gosto mesmo é de sala de aula - mas ia pra lá de bom-humor. ninguém é obrigado a conviver com gente chata, de cara fechada.
então, trabalhadores do mundo, alegrai-vos!
se tem um trabalho no mundo capitalista de hoje agradeça ao patrão, porque por pior que seja, pode piorar: o desemprego existe e tá logo ali, no seu vizinho, quando muito longe, porque alguém da sua família, com certeza, tá parado, à disposição do mercado.
vamos todos trabalhar animados, bem-humorados!
isso ajuda o mundo a melhorar: façamos um movimento dos trabalhadores felizes, que dão bom dia, que são gentis e que façam seu trabalho direitinho, mesmo não gostando dele, afinal é preciso valorizar o que se tem antes que o perca.

acho que é só...

trabalhadores do mundo: alegrai-vos!

p.s.: não sou marxista! kkkkkkkkkkk

domingo, 7 de fevereiro de 2010

É isso: um beijo grande pra quem vier aqui!

Função




Oi!
bah, que boba!
Sempre escrevi coisas pra ninguém ler... e acho que vou continuar fazendo isso, acaba sendo bom (bom pra quê eu ainda não sei, mas é bom)...
a ideia desse blog é do edmilson: um professor de história que dá aulas de geografia, que é de juiz de fora, mas que mora no rio e que conheci no orkut.
segundo ele um blog é bom porque as pessoas podem ler o que você escreve - o blog dele tem um monte de histórias... dele!
o meu vai ter um monte de coisas, de músicas, textos, poesias, frases, talvez imagens, ainda não sei bem...
bom... espero que pelo menos o edimilson leia! rs já vai estar de bom tamanho.

a primeira coisa que penso ao começar esse blog é qual seria a sua função real.
e há lagum tempo atrás escrevi algo mais ou menos assim:

Qual a função de um blog?
Falar, falar e falar pra ninguém ler?
Acho que essa coisa de blog é bem daquele tipo "faço longas cartas pra ninguém" como já cantava Adriana Calcanhoto tempos atrás..
E, vendo essa coisa aqui resolvi me fazer algumas perguntas que são quase filosóficas:
1. quem pararia pra ler um blog meu?
2. por que essa pessoas leria?
3. o que deveria ser postado?
4. seria isso uma espécie de diário nada secreto?
é.. acho que por hoje já basta...
questões demais, respostas de menos...
a minha primeira tentativa aqui foi há 04 anos, até apaguei o que foi postado, não passava de uma linha... quem sabe agora eu não levo isso aqui mais "a sério". ahahhah