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sábado, 18 de maio de 2013

Penejar




Ah, quando escrevo são minhas mágoas,
Fios embolados de um novelo.
Escrevo e livro-me delas como na água:
Afogo-as em um leve desespero.

Escrevo sobre as minhas dores
Para libertar-me de toda ansiedade.
Apego-me às palavras como a meus amores
E ao final de cada texto, já sou só saudade.

Escrevo porque trago o mundo em meu peito:
Porque o sinto vasto e belo e tanto.
E com as suas paisagens meu olhar é cheio:

Quando ele transborda, rola-me o pranto.
Verto lágrimas frias de sal
Que carregam em sai a beleza de um cristal.

1 Comentários:

Beth Hiller disse...

Nossa! Da nem como comentar. Sem argumentos para tal inspiração.

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