Visitas da Dy

domingo, 19 de maio de 2013

Arcana*





Por mais que pareça feliz, que em sorrisos me deleite,
Há aquelas horas de silêncio, de vãos, de não ter você aqui.
O sono não vem, não importando, sequer a hora em que me deite.
Fico pensando em como seria recomeçar essa história a partir daqui.
Quisera eu, flor, desabrochar ao meio-dia.
Pudera eu, boca, falar-lhe em verso e prosa,
Desfazer-me dessa solidão que me vem tão fria,
Por mais que esteja em companhia maravilhosa.
O que trago no peito é arca sagrada, cofre de marfim,
Que guardam palavras que são só suas,
Que encerram amores de um sem fim,
Mas que guardados foram, em segredo, por muitas luas.
Oh, dono de meus pensamentos,
Triste é sonhar com seus olhos, desejar seus beijos e não tê-los.
Doloroso é sussurrar seu nome aos ventos,
Chamando-o, mesmo certa de que não cederá aos meus apelos

Dedicado à história de uma amiga, que como tantas outras tem um amor secreto.
(*Arcana = Segredos)

1 Comentários:

Beth Hiller disse...

você nasceu com a sensibilidade a flor da pele.Lindos poemas e tão espontâneos nascidos da rapidez da emoção. Lindo! continue a encher nossos olhos e corações de poesias lindas.beijos com carinho da amiga.

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