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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cacos


Palavras,
Facas,
Aço afiado.
Punhal que corta o coração.
Pra onde vão?
Não sei…
De onde vêm?
Da boca que não pensa
Geme,
Grita,
Berra.
Por onde passam,
Furacão.
Ah, e o que acontece as ouvidos,
Aos meus ouvidos que não eram acostumados aos gritos?
Se ensurdecem.
O peito se aperta.
Os olhos se embotam.
A cabeça gira,
O corpo sente
Os sentimentos sabotam.
O que resta depois das palavras?
Cacos.
Os meus, os seus, os nossos,
Que um dia foram dois,
Que um dia se tornaram um,
Que agora se misturam
E que jamais serão os mesmos.
Pisa de leve nessa sala
Toma cuidado com o que sobrou de mim:
Esses cacos, meus cacos,
Podem machucar
Tanto quanto as palavras.
As suas palavras.

2 Comentários:

. . . . .Filho da Poesia. . . . . disse...

olha só... deu uma repaginada no blog... sinal de mudanças... leia essa poesia http://filhosdapoesia.blogspot.com/2007/05/mude.html ... se é que já não conhece... interessante...

poesia pra vc!!

Dy Eiterer disse...

Obrigada, Renato, pela poesia!
É linda! E mudar é mesmo preciso!

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