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quinta-feira, 9 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Mentiras
Não
preciso que me desfaça em elogios
Suas
palavras só me soam doces em certos momentos.
Depois,
o que fica é um gosto amargo.
Se era
pra não escrever mais, porque a promessa?
Por que
a pena e o papel sobre a mesa?
Não,
não faz sentido.
Não é justo,
nem tão pouco honesto.
Se era
pra ter partido por que a dúvida?
Por que
deixou que eu tivesse a sensação de que ficaria?
Em algum
momento, o que penso chegou a importar?
Se era
pra não ligar por que anotou o telefone?
Gastei meu
batom e os números se perderam no guardanapo...
Ah, e
ainda perdi meu tempo sonhando...
Achando
que seria possível,
Imaginando
como seria o nosso amanhã.
Que seja!
Os dias passam...
Dizem por
aí que o tempo cura tudo.
Há de
curar minha decepção,
Minha saudade,
Apagar meus
versos,
Silenciar
nossa canção, que um dia ousamos dançar juntos.
Que seja!
Que caiam raios, que chovam litros!
Pouco importa
agora.
Vejo a
areia escorrer pela ampulheta
E só o
que penso é que ninguém pode traduzir o que sinto,
Nem eu
mesma!
É coração
que sangra, é alma que se encolhe.
São olhos
que se perdem e dias que se esvaem.
Se era
pra dizer só mentiras
Podia ter-me
dado só o seu silêncio...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Madrugada
Aqui nesse quarto
A noite parece tão longa
Conto estrelas,
Converso com a lua,
Besteiras…
É tudo vazio,
É tudo escuro
E teus olhos negros
Parecem me vigiar.
Mas você não está
Nesse lugar
Você não está
Mais do meu lado
Pra onde foi?
Pra onde levou meu sossego?
A madrugada tão fria
Nunca termina
Meu rosto no espelho
Reflete a alma vazia
Pra onde guio os meus olhos,
Agora que não te vejo?
Rolando na cama
Ainda te desejo…
É tudo vazio
É tudo escuro
E os teus olhos negros
Já não me deixam sonhar…
Pra onde foi?
Pra onde levou o meu
sossego?
A madrugada tão fria
Quando estou sozinha…
28 de outubro de
2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Explicações
Quem pode me dizer o que é o amor?
Quem pode me dizer como descrever um sentimento?
Hoje tentei.
Peguei papel, caneta e coração.
Sentei-me na mesa com eles e comecei.
Ah, foi um atentativa em vão…
Por mais que a caneta dançasse,
O papel não se deixou pintar.
Por mais que o coração batesse,
Não consegui explicar.
E então, uma voz saiu não sei de onde,
Não sei como, e me balançou:
É que tem coisas nessa vida que não se explica,
Não se sente, não se escreve.
Têm coisas nessa vida que só se sentem.
O amor é assim e se explicar,
Acabou.
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