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domingo, 5 de junho de 2016

Sorrisos que Iluminam


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mentiras





Não preciso que me desfaça em elogios

Suas palavras só me soam doces em certos momentos.

Depois, o que fica é um gosto amargo.

Se era pra não escrever mais, porque a promessa?

Por que a pena e o papel sobre a mesa?

Não, não faz sentido.

Não é justo, nem tão pouco honesto.

Se era pra ter partido por que a dúvida?

Por que deixou que eu tivesse a sensação de que ficaria?

Em algum momento, o que penso chegou a importar?

Se era pra não ligar por que anotou o telefone?

Gastei meu batom e os números se perderam no guardanapo...

Ah, e ainda perdi meu tempo sonhando...

Achando que seria possível,

Imaginando como seria o nosso amanhã.

Que seja! Os dias passam...

Dizem por aí que o tempo cura tudo.

Há de curar minha decepção,

Minha saudade,

Apagar meus versos,

Silenciar nossa canção, que um dia ousamos dançar juntos.

Que seja! Que caiam raios, que chovam litros!

Pouco importa agora.

Vejo a areia escorrer pela ampulheta

E só o que penso é que ninguém pode traduzir o que sinto,

Nem eu mesma!

É coração que sangra, é alma que se encolhe.

São olhos que se perdem e dias que se esvaem.

Se era pra dizer só mentiras

Podia ter-me dado só o seu silêncio...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Eu sem você



Eu sem você
Sou domingo sem pavê,
Nada de bom pra ver na TV.
Fim de semana de chuva,
Videira sem uva.

Sou carro na contramão,
Criança que chora na escuridão.
Sou bola vazia,
Tristeza no fim do dia.

Eu sem você,
Caminho pela praia,
Enquanto o vento bate na saia
E já não sei se é dia ou noite,
Porque o passar do tempo me corta como um açoite.

Sou vento sem direção,
Flor despetalada no chão.
Sou só desamor,
Um coração cheio de dor.

Eu sem você…
Sou Dy sem Heitor…
Sou por do sol no Arpoador
Que espera o dia nascer
Sonhando em te ver…


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alma acompanhada


E quando o sol se por
E quando o brilho não pousar mais sobre a terra
E  quando a lua não aparecer
Nem as estrelas dançarem no ceu
Que subam as marés
Que soprem os ventos
E façam as folhas secas do chão rodopiarem.
Que folhas loucas se joguem dos galhos,
Que belas flores ornem tua fronte,
Porque mais importante que o ciclo do mundo
É a paz que reina em teu coração.
E quando o que restar for silêncio
E no escuro, a solidão,
Sente o teu corpo abraçado,
Os teus cabelos afagados,
E na ausencia que enche o breu do quarto
Sente a presença anunciada.
Porque a saudade é a lembrança
da alma que já esteve acompanhada.