Visitas da Dy

domingo, 19 de outubro de 2014

Eleições II


Esse não é um blog de política. Reservo-me a publicar pouquíssimas coisas sobre o tema porque considero do Dy-vagando como o meu canto de poesia, o meu canto de desprendimento com o mundo em que vivo, mas hoje não deu.
É domingo. Acordei tarde e preguiçosa e em meu Facebook recebi dezenas de mensagens, comentários e blá-blá-blás questionando minha inteligência, formação e opção política. Ao mesmo tempo recebi outras tantas mensagens de apoio, de luta, de concordância de amigos que pensam como eu. E entre elas, um vídeo de Pablo Villaça, que ouço postar e, em seguida, comentar.



Em tempos de política nas ruas, saio com meu adesivo no peito. Carrego a minha bandeira e digo aos quatro ventos: Sou Dilma Rousseff.
Em tempos de eleições, saio, militante, exercendo o meu direito de cidadania, a minha vontade ao debate, à minha empreitada de mostrar que eu vivi a época de FHC e os desmandos tucanos em Minas e a todos que desejam uma prosa, uma justificativa, estou pronta a dá-la.
É tudo muito simples: eu conheço o projeto da minha candidata. Eu conheço a sua trajetória política, seu passado de defesa ao Brasil e à democracia, à minha liberdade de hoje poder defendê-la também.
Mas em tempos de política hoje, ouço gritos e palavrões. Sou chamada de burra pelas ruas. Recebo um comentário que me diz que antes eu era admirada pela inteligência, mas hoje mereço um descrédito. Curioso que eu saia de uma posição de professora admirada para desqualificada sem que haja a menor justificativa plausível, afinal, tudo se resolve quando se diz: "ela vota no PT"!
Pablo Villaça, nesse vídeo, mostrou a atmosfera que eu tenho vivido, que meus amigos têm vivido, mas que resistimos bravamente e continuamos a avançar na certeza de nosso voto. Na certeza de que sabemos como se faz política, evitando o grito, por mais que saibamos que temos o direito a ele também.
Quando saio às ruas militando, não é por dinheiro, nunca recebi nada, mas é por amor e esperança. Por amor ao meu próximo que morria de fome e hoje tem pão em sua mesa. Por amor àqueles que sofreram, como minha família, com as oscilações econômicas e inflações ao longo dos governos tucanos, e que hoje têm os seus empregos, sustentam as suas casas e podem chegar, inclusive à universidade, coisa que eu, filha de governo tucano, suei para conseguir, já que a educação de Minas sempre foi defasada, apesar do esforço de meus professores.
Sou Dilma, sou 13 e não aceito nenhuma forma de pressão ou opressão ao meu voto, à minha postura política.

Seus gritos podem ensurdecer os meus ouvidos, podem irritar-me e dar-me pena de ter que lidar co gente que não entende o processo de construção política, mas jamais calarão a minha voz, jamais mudarão as minhas razões de continuar votando em Dilma.

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