Visitas da Dy

sábado, 28 de janeiro de 2012

Resumo da Semana



É sábado. Lá fora um calor de lascar, meu filho até se atreveu a ir brincar na “aguinha”. Aqui no quarto o clima é ameno. Tão ameno que pego um blusão bem feio, bem velho, me enfio dentro e começo a estudar. Tudo bem.
Já são dois dias em cima dos livros e tudo o que tenho são... duas páginas! Oh, my god! O estudo não rende! O artigo não sai. Melhor entrar no Facebook... esse sim, me distrai. E distrai tanto que nem consigo estudar mais! Mas tá tudo bem.
Aff... não dá... essa vida de rede social me cansa rápido! Vou ouvir música, ler poema, ver notícias, mas tudo o que encontro são notas de uma tal Luíza que foi pro Canadá e voltou pro Brasil, virou piadinha e eu só entendi depois que já tinha perdido a graça; tem também um tal de estupro no BBB, programinha sem graça que não sei como anda: não me interessa essa coisinha chata de espiar a vida do alheio o dia todo – e achar que as manipulações feitas pela edição correspondem à realidade do que se passa na tal casa; tem também um cruzeiro que afundou e um assunto mais sério que definitivamente me chamou a atenção: a SOPA, que vem como uma lei contra a pirataria na internet e que pode acabar com a alegria de nós, alegres internautas, que adoramos um download! Essas leituras me cansaram. Muito. Mesmo. Mas tudo bem...
Tudo bem? É fim de semana, estou em casa, minha família, meu filho, meus livros, música, sol e eu digo “tudo bem”?
Bah, NÃO está tudo bem! Era pra estar, mas não está! Oras!
Falta alguma coisa que não se o que é... falta eu parar de me preocupar com um monte de coisas que não deviam me preocupar. Falta eu entender que o mundo se rendeu ao “ai, se eu te pego” que parece uma praga em meus ouvidos o dia todo – tanto que agora eu canto a versão em inglês: “Wow, If a catch you! Oh, my god, If a catch you!” – e que quer eu goste quer não essa música não vai parar de tocar só porque eu prefiro mil vezes o último CD do Chico, que aliás está em turnê no Rio de Janeiro e no qual eu fui a um dos shows.
O que falta é eu aprender a separar o que sou eu do que é o resto do mundo: nem todo mundo gosta do Chico. Nem todo mundo prefere um livro ao BBB. Nem todo mundo ignora a existência da tal Luíza. O que falta é eu conseguir realizar o pensamento simples de que nem todos têm os mesmo gostos, que tem muita gente por aí que se diverte com as piadinhas bobas, as musiquinhas mal feitas e as celebridades instantâneas.
Acho eu o problema é meu que ouço MPB, leio clássicos e rio quando me dizem que eu sou fora do padrão, ou que não sou desse mundo. Não sou mesmo. Nem quero ser.
A boa do dia é que um repórter disse em rede nacional que “nós já fomos mais inteligentes”... sim, meu caro Carlos Nascimento! Já fomos mais inteligentes! E ficamos cada vez menos, por incrível que pareça.
Não, não sou contra piadinhas: adoro dar risadas. Quanto mais bobinha a piadinha mais eu rio. Pareço criança.
Não, não sou contra expressões populares, mas daí a sair na capa de uma revista que a tal música que te pega feito um chiclete é a expressão cultural do Brasil... é me dar um tiro no pé! Ela é UMA expressão, que eu não gosto! Só isso! Não vou comprar o CD do cara, que aliás, nem sei quem é, mas irei em uma única semana ao show de Chico (Buarque) e ao show de Elba (Ramalho), que pra mim são expressões da música brasileira...
Não, não acho o BBB a pior coisa do mundo. Ainda existem outras alternativas, por exemplo um filme do Almodóvar, um filme nacional (O Palhaço é uma boa pedida). Ainda existe o controle remoto com algumas opções de canais, se a tv for aberta serão tão ruins quanto, mas com algumas opções ou a melhor de todas: o botão vermelhinho, o off ou “desliga” como era no meu tempo.
É... a semana passada foi cheia de acontecimentos... esse texto de desabafo chega ao blog com um atraso imenso, não, não é um delay dessa que lhes escreve foi mesmo preguiça de postar no tempo certo.
Preguiça de comentar o que todo mundo comenta. Deixar as coisinhas esfriarem é mais legal. Apesar de a minha indignação não parar...
Acho que vou escrever mais um pouco ou ler um livro... enquanto isso, alguém deve estar inventando uma nova musiquinha que gruda, afinal, o carnaval vem aí! Uhu! Vou sumir do mapa nos dias de folia!

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