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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Insones




Nessa madrugada que se vai lenta
O relógio marca 5 da manhã.
Do meu lado você inventa
Fragmentos que poderiam ser o nosso amor.
O nosso amor que não existe.
Entre pernas e braços, o lençol.
Entre minha cabeça e coração, o tédio.
Ou não é tédio? Poderia ser só indiferença.
Você faz planos para uma vida plana.
Eu sonho acordada com as montanhas.
As delícias de se descer correndo pelos caminhos,
O vento batendo no rosto.
O cabelo vermelho, fogo no ar, desgrenhado.
O sol que cega os olhos,
O frio na barriga de se chegar no desconhecido.
Não busco modelos, padrões ou guias.
O que quero é voar.
O que busco é sonhar.
Nessa noite insone, sonho.
E nós insones, passamos o tempo.
E esse despertador, meu Deus, que não toca!
E esse dia, meu Deus, que não rompe.
Como é estranha a sensação de estar sozinha,
Estando acompanhada!
Como é boa a sensação de ver fechar a porta
E me ver sozinha com a própria solidão.
Acho que me acostumei com a sombra…

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