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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Casamento



Recebi um e-mail de uma amiga dizendo que ela vai se casar e que mesmo eu morando em outro estado quer a minha presença no camento dela. E eu vou. É quase que uma dívida. Por que? Porque ela esteve no meu casamento, mas isso foi há muito tempo atrás, no reino de far, far way.
Casei-me aos 17 anos. Foi divertido: vestido de noiva, bolo de casamento, fotos, bouquet de rosas chá – as rosas vermelhas me pareceram clichê demais.
Algumas coisas não sairam como eu gostaria: meu vestido não era vermelho; o recorte não era medieval; não fiz festa, foi mesmo só um bolo, vinho e champagne – para os noivos.
Não, não me casei grávida, se é o que estão pensando. As pessoas podem querer se casar ainda jovens sem estarem grávidas. Eu quis.
Eu quis me casar porque sempre fui meio diferente, sempre detestei essa coisa se ser sozinha, não gostava de baladas, tanto que a primeira balada que fui já estava casada. Sempre fui de livros e músicas, letras e rebeldia, sorrisos e teimosia. Lugares com muita gente me perturbavam, não me deixavam ver os detalhes das pessoas, seus jeitos, seus olhos. Não me deixavam perceber as sutilezas da vida.
Achava a vidinha de adolescente a coisa mais chata do mundo. E pra espantar a cahtice, a mesmice, a rotina eu era revolucionária! E ia para as ruas em passeatas, e queimava pneus, e sonhava mudar o mundo com a minha super boina branca de crochet – que miha avó teceu. Para acalmar esse coração eu cantava. Tinha uma bandinha na igreja. É… naquele tempo eu ia à igreja…
Decidi que me casaria com o namoradinho que tive aos 15 anos, que me fazia rir, que tocava na bandinha comigo, que era boa companhia. Dois anos depois de iniciar o namoro já achava que era tempo de me casar e casei.
Deu certo. Por pouco mais de sete anos, deu foi muito certo, mas acabou. É que tudo tm um prao de validade e o meu é curto. Ou foi curto.
O divórcio veio pra fechar a minha profecia de que aos 25 estaria solteira e com meu filho: uau! Aos 25 me divorciei, seis meses depois de meu filho ter nacido.
E pra quê relembrar isso? Simples: pra chegar lá no começo do texto, no casamento da minha amiga e na “dívida” que tenho com ela.
Amigas são amigas sempre, mesmo na distância, mesmo sem se falar por telefone, mesmo morando em estados diferentes.
Ela me viu casar, achou que era cedo demais – fez coro com muito mais gente – depois apoiou. Viu a caminhada da faculdade, a formatura, a correria, a minha barrigona, o meu bebê lindo, a minha separação, a minha mudança de cidade… esteve presente, ainda que distante, nos meus momentos mais difíceis, mais alegres, mais meus. E agora eu quero estar lá pra ve-la linda, entrando na igreja em direção ao seu príncipe encantado – que ela é, sem dúvida a mais romântica do trio!
Quero estar nesse casamento pra me emocionar e chorar quando ela apontar na porta; quero de verdade desejar que ela seja feliz; quero desejar que tenha filhos lindos; que saiba ter a paciência e a compreensão tão necesárias para uma vida a dois e, claro, quero ver se pego o bouquet dela, dizem que dá sorte e, quem sabe, não me caso de novo!?
Quero ir nesse casamento porque acho que novas histórias de amor são necessárias pra mover o mundo e porque acho lindo esses contos contemporâneos de amor. Quero estar no camentod a minha amiga, só porque ela é minha amiga e porque ver a felicidade dela vale qualquer viagem!

4 Comentários:

Nanda disse...

Muito bom !!!!

Marcela disse...

Nossa, que amizade linda!!! ta aí algo que não se vê sempre!

Dy Eiterer disse...

É por isso que sempre digo que não tenho amigos. Tenho jóias!

lillian disse...

nossa dy, lindo! obrigada!

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