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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Filosofia da Moral ou Quem se Importa com as Convenções Sociais?



Aula de filosofia da educação. Posso simplesmente ignorar o “da educação” e ficar só com a primeira parte: aula de filosofia. Gosto mais.
Nietzsche! O que isso quer dizer? Que vou surtar,oras! É sempre assim!
A discussão se dá sobre sujeito e identidade… 
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…
Que sono!
De repente, eu que estava “off” da sala, nem aí, com um aparelho em “stand by”, que fica ligado, mas não dá a mínima pra nada, me desperto no meio de uma discussão interessantíssima: a pauta é a moral.
Eu que não li o texto – como estratégia de evitar um surto antecipado – começo a costurar as coisas de uma maneira mais clara.
É inegável que entre os filósofos contemporâneos que acho mais interessantes o Nietzsche faz parte da listinha. Li pouca coisa dele, mas gosto das visões diferenciadas que ele tem do mundo e especialmente na questão da moral.
Ele a coloca no patamar de uma “mentira sem a qual não podemos viver, mas cujo caráter de mentira é esquecido”. Que brilhantismo! Temos aqui um convite à reflexão e à mudança de postura frente aos nossos desafios, aos nossos desejos, nossas ações, nossa vida.
Quem nunca quis algo proibido? A maça do quintal do vizinho, a caneta  perfumada da colega de classe, o vinil perfeito do Cartola que o outro encontrou numa feirinha de raridades…? Sempre tem uma coisa que queremos e “não podemos”.
Ao entendermos que o homem é um ser coletivo e que precisa se identificar com esse coletivo, fica ácil entender que ele, enquanto membro desejoso de ser aceito se valha de diversas armas, diversas máscaras, como um exercício de adaptação.
Rá! Descobri a lógica que move os nossos dias! As nossas mentirinhas cotidianas se transformam em “verdades” na medida em que percebemos que isso é necessário para sermos aceitos no grupo.
Isso é a moral! No fundo temos uma série de valores sendo atribuídos aos nossos sentimentos e à forma de como são vistos, aceitos, comentados, negados, classificados. Vale a pena se lançar nesse jogo de rotulações?
Aceitar que somos naturalmente mentirosos para o filósofo seria um bom começo, pois eu digo que temos é que nos desfazer dessas máscaras.
Compreendendo que a moral que nos tolhe de desejos que poderiam ser tão docemente apreciados é mera invenção, mera convenção social para a manutenção de um grupo social, o que ainda nos segura? Vamos eternamente nos martirizar e nos podar porque estamos preocupados com o que o vizinho vai dizer?
Acho que vale mais a minha cosnciência. Estando bem com ela, ótimo. Mas é pra estar bem comigo mesma. Nada de consciência pesada porque alguém disse que é errado. Se me faz bem não pode ser de tudo tão mal…
O surto da noite foi produtivo. Seguiu a linha de conselhos que recebi de minha mãe há alguns dias. Ajudou-me a entender uma ou outra situação e a seguir firme na ideia de sempre: vou ali ser feliz e não volto nunca mais!

P.S.: É dando asas para você mesmo que poderá alçar vôos mais altos e mais bonitos. E daí que alguém disse que o céu é o limite? Pra mim ele é apenas o começo. Quem liga para as convenções sociais??


1 Comentários:

Anônimo disse...

Dy moça irreverente, adorei amiga. Quero experimentar dessa aventura aí de ir ser feliz e não voltar nunca mais.

Começe por aqui, venha visitar sua amiga rs.

Beijinhos
Z

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