Visitas da Dy

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Escrever


E depois de ver que o blog alcançou mais de 3 mil acessos preciso, de verdade, agradecer a cada um quem por aqui aparece, que comenta, que manda e-mail, que elogia, que critica, que gosta ou não, mas que faz com que os números cresçam!
É muito gostoso chegar por aqui e ver que recebi visitas.
É muito importante ver que tudo o que eu sinto é compartilhado com pessoas que conheço, amo e até por quem nunca vi!
Obrigada pelas visitas, sempre!



Escrever é uma coisa engraçada. Há poucos meses eu nem pensava em escrever. E acho que ler também é engraçado. Quando comprei um livro da Clarice Lispector li a crônica “Por detrás da devoção” e por incrível que pareça, não senti nada. Não houve o despertar de nenhuma sensação, o que é muito difícil de acontecer quando leio. Sempre tenho ideias, fico horas pensando, refletindo, mineiramente “metutando” pra extrair algo de bom. Essa indiferença frente à clarice me chocou.
Por alguns minutos fiquei parada tentando refetir sobre o que tinha lido, tentando me lvrar daquela apatia. Pra variar, meu pensamento criou asas e foi parar bem longe, num assunto que não tinha a menor conexão com o tal texto.
Desde que vim para o Rio comecei a escrever. Embora tivesse rabiscado alguns textos em Juiz de Fora a coisa tem ganhado volume nas terras cariocas.
Esses textos versam sobre mim e minhas reflexões, são a minha janela para o mundo, fresta por onde me deixo espiar, espaço onde fica claro que meu coração é vermelho e bate forte e descompassado, mas nem tudo é assim tão confessional. Tenho muitos textos fictícios, muita coisa que “pesco” aqui e ali, no ônibus, na rua, no mundo em que circulo. Falo do comum que me incomoda, coisas que me inquietam, falo do que me deslumbra, do que me encanta, do que me chama a atenção.
Acho que esse é o ponto: porque falo de coisas comuns, que vão me surgindo aos montes pelas tabelas é que se tornam interessantes. Tenho gostado de me ler e reler e ver quanta coisa boa eu penso e sinto e volto a sentir a cada vez que me leio.
Estou surpresa em ver como as pessoas gostam do que escrevo. Há uns três ou quatro anos criei um blog e o encerrei porque não publicava nada. Do final de 2010 até agora resolvi escrever.  Levar essa coisa mais a sério, usar o recurso da caneta para aliviar a alma e o coração. E nessa empreitada, o meu blog chegou a 3 mil acessos. As pessoas estão lendo o que escrevo e gostam.
Fico surpresa quando abro o Facebook e vejo que alguém colocou uma frase minha no seu “status” e faz a referência. São alguns amigos, mas isso faz toda a diferença, toda a importância: eles me lêem, gostam, se identificam e, então, me entedem? Será? Tomara!
Lembrei-me de Isaías e Vanessa Farias, dois queridos, que outro dia leram um ou dois textos meus e logo vieram me dizer o quanto se identificaram e desde então fiquei pensando: será que todos nós sentimos as mesmas coisas? Por que alguns de nós conseguem expor melhor esses sentimentos que afligem nossas almas? Isso me soa estranho. Sempre que lia e me identificava o que me vinha na cabeça era “como deve ser escrever e ter alguém lendo e gostando e se identificando?” e agora eu sei um pouco como é. E é estranho. Dá uma sensação de estar olhando pelo buraco da fechadura dos outros, espiando pra poder contar depois, mas na verdade eu só espio o meu coração.
Penso que pelo menos uma vez na vida deveríamos todos pegar no papel e na caneta e começar a escrever sobre nós, nossas vidas, sentimentos, angústias e deveríamos deixar esse livro aberto, para que os outros lessem nossa história, deixar que nos vejam como nos vemo, como somos, saber como nos entendem, nos enxergam e talvez, até se reconheçam…


6 Comentários:

Nanda disse...

Seus textos são fontes de choros, alegrias e muita motivação... quem diria até eu to me metendo a escrever!!! Continue...Bjss

Madney Bundish disse...

Olha só! parece que vc está gradualmente perdendo a vergonha que outrora me confessara ter.
Vc deveria postar seus escritos de ficção. :D

Anônimo disse...

Sabes do seu pontencial, e adoramos ler seus textos, daqui para uma publicação é um passo. Beijinhos Z

Dy Eiterer disse...

Oi, Nanda!
Estou lendo seus textos e gostando bastante! Acho que deveria fazer um blog assim, que nem eu fiz.

Aos poucos você vai se soltando, se soltando, as asas abrindo e voa alto!

Beijoooooooooo e obrigada!
dy

Dy Eiterer disse...

Oi, Madney!

São poucos os contos. Gosto mais desses textos que eu escrevo depois de muito pensar sobre um assunto.

E si, aos poucos tô perdendo a vergonha! rs
O mês de outubro tem sido muito intenso e não paro de escrever. se eu publicasse tudo o que escrevi já teria extrapolado a casa dos 50! rs

Obrigada pelas visitas frequentes!

beijoooooooooo

Dy Eiterer disse...

Z!

é sempre bom te-la por aqui!

publicação???

ah, não! isso é coisa pra gente boa! rs

contento-me em ter meus amigos como leitores!

obrigada pela amizade, sempre!

beijooooooooo

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