Visitas da Dy

domingo, 23 de outubro de 2011

Entrelinhas...



É... e eu que passei a vida toda sempre muito desconfiada, com o pé atrás, decidi confiar em alguém. Decidi abrir meu coração, mostrar um pouquinho da alma, um pouquinho da dor, mostrar minhas esperanças, meu mundo, exibir os raros planos que tracei e que deixava guardados porque já pensava em não pratica-los.
Expus-me como um quadro na galeria.
Dediquei-me com tamanha entrega.
Apostei quase todas as fichas.
O pior de tudo é que livre de qualquer desconfiança fui aceitando as palavras, cada uma delas. Gotas adocicadas que traziam alegrias para um coração já um pouco cansado, que apesar de jovem, parece ter vivido por séculos.
Palavras… às vezes nem precisam ser ditas…
Entrelinhas… muitas delas não estão só em textos, mas escorrem pelos olhos. Escorrem pelos dedos como a areia fina, da ampulheta que marca o tempo.
Tempo… o tempo que mostra em quem podemos confiar de verdade… o tempo que mostra que as palavras quando vêm adocicadas demais podem estar escondendo promessas vãs, mentirosas, que logo vão ter seu véu descortinado.
Ah, a verdade… e eu que sempre achei que ela não existia de fato… que só se trata de pontos de vista, de olhares que apontam para direções dierentes, mas que acreditam no que estão vendo.
Bastaram meia dúzia de palavras e um coração ingênuo…
Bastou um pouco de tempo e os véus começaram a cair…
Bastaram entrelinhas nem tão explícitas, mas que saltaram a olhos desconfiados para que as coisas se aclarassem.
E lá se vai mais um dia em que tentaram enganar meu coração.
Na verdade, lá se foram os dias em que esse coração foi enganado.
Sabe o que é bom disso tudo? É que aqueles que são vistos como bobos, nem sempre são e da maneira mais mansa, mais calma, mais tranquila, são agraciados com as verdades e com a força para recebe-la, enfrenta-la, absorve-la e dizer: é… com mais essa eu aprendi a viver!

5 Comentários:

Anônimo disse...

Pois é amiga... é bem assim mesmo, mas muitas é dolorido.. Z

Dy Eiterer disse...

Ah, z...

é como eu disse pra uma guria há pouco: muitas vezes a gente não se prende aos detalhes...
eu não me prendo, não sou muito de observar.
Entrelinhas nasceu de uma situação que vivi nas minas gerais e numa dessas noites insones a ficha caiu.
por eu ser meio - muito - bobinha sempre me deixo levar por palavrinhas... mas eu aprendo, eu acho.

Anônimo disse...

Não querendo ser pessimista, mas lamento informá-la que não aprendemos não, eu sempre caio nas armadilhas das entrelinhas... Z

Dy Eiterer disse...

Ai, z...

não me desanima, vai?

Nanda disse...

Dy, sempre caímos ... não tem jeito!!! rsrsrs
Continue escrevendo adoro ler seus textos! bjss

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