Visitas da Dy

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Acaba logo, segunda-feira!



Tem dias que a gente não sabe o por quê levanta da cama. Hoje é um dia desses. Bem me lembro agora de Chico Buarque: “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu...”.
O domingo foi maravilhoso, amigos, praia, barzinho e o Rio de Janeiro ficou mais lindo e colorido – apesar do dia estar meio lusco-fusco, meio acinzentado.
Foram sorrisos e abraços e alegrias pra todos os lados e parecia que o dia seria pouco pra tanta coisa boa que estava acontecendo. E foi. Com o avançar da hora e a necessidade de se encerra as atividades de fim de semana e voltarmos pro nosso mundinho real, o que ficou foi uma saudade danada desse domingo e o mais engraçado, uma saudade danada de próximos domingos como esse.
Finalmente depois de dois fins de semana seguidos aqui no Rio eu não me entreguei ao tédio dominical... já quase sagrado na minha rotina.
Com o fim da noite restou-me ir pra cama com um sorriso largo, coração aquecido, alma leve e feliz.
Só que chegou a segunda-feira. Um diazinho muito mais ou menos, que não gosto nadinha e me deu de presente uma torção no pé direito logo ao sair da cama – isso quer dizer que acordei com o pé esquerdo mesmo que tenha colocado o direito no chão primeiro?!
Pra completar demorei quase duas horas pra chegar no trabalho. Bem-vindos ao Rio! Aqui é assim: passa-se um domingo maravilhoso e enfrenta-se um mega engarrafamento na segunda de manhã que piora o seu humor que já estava péssimo...
Sabe a sensação de que tudo o que se faz está errado? Sou eu hoje.
Sabe quando se sabe que é preciso mudar alguma coisa? Pois é, preciso mudar, mas não sei bem o que...
Sabe quando o mundo fica mais distante de você? É uma estranheza enorme! Dá vontade de fugir, de mandar parar pra você descer. Eu não quero que o mundo pare hoje. Hoje eu quero encontrar uma nave e sair por aí pra ver se encontro o meu lugar no mundo.
Os prédios cariocas ficaram infinitamente maiores essa manhã e teimavam em querer me esmagar...
Os carros absurdamente mais rápidos que o de costume passavam “à milhão” e me entonteciam...
O sol que não apareceu ontem veio dar uma debochadinha de mim, pra dizer que ele é quem sabe a hora de aparecer...
Os sorrisos alheios pareciam todos risos, mas não pra mim e, sim, de mim...
Coisa mais estranha, de repente a gente se sente assim deslocada de tudo, longe de todos...
Senti-me invisível, desnecessária e desimportante nesses espaços em que transito.
Oh, e agora quem poderá me ajudar?
Será isso o meu “inferno astral”?? Quando é que vai passar? Será que eu já posso sorrir tranqüila ou ainda vai demorar pra encontrar algum sossego pro coração que amanheceu apertado?
E tem mais: quem é que ta apertando tanto esse coração? Pra que tanto desânimo num dia só? Não dá pra dividir isso: um pouquinho pra cada dia? Ia ser mais fácil de contornar se fosse assim...
Ai, acaba logo, segunda-feira!


Contato Imediato
Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear
No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal
Se o pensamento duvidar
Todos os meus poros vão dizer
Estou pronto para embarcar
Sem me preocupar e sem temer
Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou
Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você
No seu balão de são joão
Que caia bem na minha mão
Ou numa pipa de papel
Me leve para além do céu
Se o coração disparar
Quando eu levantar os pés do chão
A imensidão vai me abraçar
E acalmar a minha pulsação
Longe de mim
Solto no ar
Dentro do amor
Livre para navegar
Indo para onde for
O seu disco voador
 



1 Comentários:

Elodia Lebourg disse...

Rá, também odeio segundas-feiras e também já postei sobre isso!!!

Postar um comentário