Visitas da Dy

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Abraços II


Eram braços novos, de pouco mais de dois anos de idade. Braços fortes, infinitamente amáveis que se abriram pela surpresa e se deram em nó no meu pescoço.
Eram braços que vinham acompanhados de olhos verdes, os mais lindos do mundo, que antes eram azuis.
Braços que vinham anunciados por palavras simples: “mamãe Dy!”.
Um pulo, um abraço e o mundo parado. Um beijo, um tombo e dois seres rolando pelo chão frio, não menos frio que a noite que já ia alta.
Outro beijo, braços embolados, calor de mãe, amor de filho e a noite se esquentou.
A saudade lentamente foi morrendo, agonizando, abafada pela alegria de se ter de volta nos braços um amor que não se mede, que não cabe no peito e enche o mundo que também fica pequeno, sufocado.
E, de repente, em meio a risos eufóricos de uma boca pequena saíram palavras curtas e mágicas: “mamãe Dy, Heitor amor no coração”… o mundo que estava parado voltou a girar e a certeza de que tudo vale a pena veio embotando olhos, mas dessa vez eram os olhos castanhos.
Olhos castanhos úmidos de amor e envolvidos nuns braços pequenos… o melhor dos abraços.

3 Comentários:

Anônimo disse...

Ai amiga como consegue viver longe do seu filho?

Eu acho que não conseguria... deve ser uma dor, aquela saudade sufocante que parece que vai matar por asfixia.

Beijos Z

Elodia Lebourg disse...

Que lindo...

Dy Eiterer disse...

Oi, z e elô!

ah, não sei como é essa coisa de se viver longe do filho.

nunca quis essa distância. acho que ninguém quer, mas às vezes é necessário. é um mal necessário.

o coração aperta, a vida é meio como se faltasse um pedaço, mas os abraços e beijos e sorrisos que ganho ao ver os olhos verdes mais lindos do mundo compensam todo o sacrifício porque me faz ter a esperança de que um dia as coisas vão estar melhores e ele do meu lado e com um futuro lindo a ser vivido...

obrigada pela visita, meninas!

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