Visitas da Dy

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

É preciso observar os detalhes…

“É preciso observar os detalhes…” algumas pessoas andam me dizendo isso a todo o tempo nos últimos meses. Alguma coisa de tão importante deve haver nesses detalhes.
De uns dias para cá observei os detalhes e me permiti cometer um ou outro “deslize” que não cometeria em outros tempos, em outras situações ou até na mesma nas se tratando de atores diferentes.
Ontem depois de passar uma madrugada inteira rolando pela cama acabei por escrever um texto em que me comparava à Alice no país das Maravilhas. E ainda me sinto como ela, mas isso é pra depois.
O que não me sai da cabeça é o seguinte: em algumas poucas horas o meu texto já tinha rodado entre um pequeno círculo de amigos de amigos e pra minha surpresa chegou a uma incrível marca de vizualizações. Isso porque não costumo divulgar meus escritos por aí porque tenho vergonha.
A parte interessante é que cheguei à conclusão de que mais e mais pessoas se afligem pelos mesmos motivos e, assim como eu, ficam se sentindo a bolachinha que caiu fora do pacote, ou seja, sem lugar no mundo.
Hoje pela manhã recebi uma marcação em uma ‘nota’ no facebook onde lia um texto que começava com a mesma frase que o meu "é preciso observar os detalhes"… e foi em cima deste texto que decidi escrever nessa madrugada insone, sem saber direito onde vou chegar.
Sempre que começo a escrever é assim: saio correndo atrás das palavras e nunca sei onde vou chegar. O que ver é lucro, mas voltemos ao texto no qual me inspirei pra escrever hoje…
Desculpe-me a autora do texto – não quero divulgar sem pedir a devida permissão – mas me pareceu muito realista e fria em suas colocações, que sigo agora citando, ora concordando e ora discordando.
No texto original a autora segue dizendo que por observar os detalhes de situações que já aconteceram com ela e com pessoas que a rodeiam é possível chegar a algumas teorias e então ela apresenta isso: “um homem que parece ser tão bom e especial não vai me colocar em situações nas quais meu carater e dignidade possam ser postos em xeque. não vai por exemplo querer que eu passe como fura-olho por exemplo, nem outros nomes bem piores. também, não vai querer que eu me sinta a otária ou escória da humanidade... acho que diante disso não tenho que me sentir culpada e me autocrucificar, vai ter gente o suficiente para fazer isso. é preciso ouvir o conselho amigo e atentar para os detalhes diante do próximo cara legal, interessante, cheiroso e inteligente que aparecer. pq os homens que não prestam sempre parecem ser príncipes modernos, sempre foi assim e n creio que no futuro seja muito diferente”.
Chamo isso de chutar o balde! Um desabafo daqueles e que servirá pra muitos que vão ler ou porque se enquadram na situação de ter um “príncipe” nada certinho ao seu lado ou por alguém que o tenha.
Fiquei pensando muito nesse texto. Fiquei pensando em quantas vezes me peguei pensando coisas com esse mesmo sentido. E pensei nas minhas enormes crises existenciais e filosóficas e acadêmicas que sempre entro e nas quais coloco as minhas próprias posições em xeque.
Até que ponto devo me deixar levar pelas conveções sociais da famosa moral e dos bons costumes? Será que esses bons costumes são mesmo bons? Lembro-me que há certo tempo moça não bebia, não ia a bares. Hoje o que mais fazemos é marcar de ir a um bar. E as moça não deixaram de ser moças.
Por várias vezes me pergunto o que é certo e o que é errado, mas desde quando o que é certo é certo? Quem foi que disse isso? E por que tenho eu que seguir um padrão se nem de padrões eu gosto?
A certa altura lemos no texto “não tenho que me sentir culpada e me autocruxificar” e é verdade. Se eu parar de pensar tanto, não sofro tanto, não me acho um peixe fora d’água e nem a pior pessoa do mundo só porque fiz um lanche numa mega rede de fastfoods ou passei um domingo no shopping ou porque fiz isso ou aquilo que fugia dos padrões ditos corretos.
E com isso saio de um início de texto sem grandes intenções, onde ia só comentar um outro texto e meu ponto de chegada é uma grande resposta a questões que me coloquei na madrugada passada: não tenho que me sentir culpada por nada que fiz, faço ou vou fazer. Tenho que arcar com todas as suas consequencias e pagar o preço que me for cobrado, mas me arrepender ou me culpar? Nunca!
É… a Alice aqui já começa a pensar um pouco sobre que caminho quer tomar… acho que daqui a pouco eu já saberei pra onde quero ir e  o caminho certo vai aparecer. O que me resta é paciência…

Que a noite traga o sossego que o coração não encontrou durante o dia…

Boa noite, pessoas.
Beijos,
Dy.

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