Visitas da Dy

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Conselhos

Eros e Psiquê

E de repente uma série de pessoas começou a me procurar para que eu desse conselhos. E não são quaisquer conselhos, são conselhos de ordem sentimental, o que quer dizer que o coração dos outros não anda assim, lá tão bem quanto demosntram… e, por outro lado, quer dizer que ou me acham uma pessoa super bem resolvida ou confiam demais em mim. Particularmente prefiro que pensem da segunda forma, afinal, não tenho nada de bem resolvida.
O fato é que essa semana tanta gente me procurou pra desabafar, pra pedir conselhos que quase me matriculei num curso de psicologia.
Gente de vários lugares, amigos queridos que confiam em mim e que não estão se sentindo bem com a vida que estão levando e com o modo com o qual estão tratando os seus corações.
Ai, ai, vamos lá!
Pessoas queridas, qua o problema em não se sentirem feizes ao lados dos namorados de vocês? Acharam que seria um mar de rosas sempre? É… sinto em desaponta-los, mas a vida é sim um mar de rosas, só que as rosas tem espinhos. E isso ningém havia contado, né?
Acho que não cabem nos dedos de minhas mãos a quantidade de pessoas que vieram me dizer que estão infelizes, que o outro não as corresponde, que se acomodaram e agora não sabem o que fazer.
Eu sei o que deem fazer: devem fazer o que lhes faz se sentirem bem. Simples assim. Acho que só devemos fazer o que nos faz sentir bem. Se me incomoda, se não me deixa satisfeita, se me aborrece eu jogo tudo pro alto. Já joguei várias coisas: trabalhos, estágios, namoro, estado, cidade.
Acho que deviam todos vocês ler um pouco de Neruda pra entender melhor algumas coisas: a vida é breve, meus caro, então aproveitem-na para serem felizes; não importa se há dificulades, ninguém disse que seria fácil, mas é preciso ter coragem e postura pra se encarar a vida como ela se coloca à nossa frente e ter a plena consciência de que somos nós mesmos os responsáveis por tudo o que nos acontece. A mudança está em nós, nos nossos atos e vontades. Cabe a nós mudar o rumo de todas as coisas.
Não fui sempre uma “chutadora de baldes”, mas depois que aprendi, fiquei boa nisso: nada que me desagrada agora é permanente. Tudo passa e rápido, afinal não quero me acmodar com o que é ruim. Detesto mesmice. Detesto ficar triste e seja lá o que for se estiver ao meu alcance eu farei só pra me ver feliz. Só pra ter meus olhos brihando e um sorrisão no rosto.
Pra vocês que estão imersos em probleminhas conjugais ficam algumas dicas – claro, de alguém que tem toda a autoridade pra dar esses conselhos, né?
1. O outro é o outro e não a sua projeção. Parem de pensar em pessoas perfeitas. Ninguém é certinho, bonzinho e cheirosinho o tempo todo. As pessoas têm as suas manias, seus hábitos e isso você não pode mudar, mas pode aprender a conviver, a respeitar, claro, se for conveniente…
2. O seu príncipe ou a sua princesaa não existe! Todo mundo tem seu dia de sapo. Ele não anda de rayban todos os dias e ela acorda descabelada e sem maquiagem. Relaxa! Isso é normal!
3. Imagine sua vida hoje. Otimo! Como está se sentido? Hum… e daqui há uma semana, como acha que vai estar? Vale a pena investir? Tentar mais uma vez? E tentar mais 357 vezes? Não? Então, sai fora logo!  Melhor resolver um problema agora do que ficar protelando…
4. Doses homeopáticas não resolvem o problema, meus queridos, chutar logo o balde inteiro é a melhor solução. A menos que a ideia seja a de tentar mais uma vez… um tratamento leve pra situação, conversinhas e tempo pra se pensar só servem pra uma coisa: dar esperanças pro coitado que vai ser jogado pra escanteio. Nesse caso, pegar pesado é pegar leve: o sofrimento é inevitável, pois que seja de uma vez só.
5. Não, não sou má ou cruel, nem deixei de acreditar no amor ou descartei a possibilidade de um dia me casar (será?), mas gosto de sinceridade e se as coisas não vão bem, é melhor que sejam ditas às claras. Definitavamente, metiras sinceras não me interessam.
O processo pode até ser doloroso, mas é melhor do que sofrimento a longo prazo.
Então, vamos todos tentar ser um pouquinho mais verdadeiros com nossos sentimentos, com nossos corações que pelo visto não andam nada bem…
Ah, e para os que querem saber se devem “testar o fundo do rio com uma varinha ou se jogar”, claro que acho que devem se jogar! Eu me jogo! Vou até o fundo só pra ver o que tem. Se valer a pena ótimo! Se não valer tanto assim é só sair fora!
Mas atenção, não se entra em um coração se não tiver a mínima intenção de deixar sua marca nele. Não deixe que se apaixonem por você se a ideia não for a mesma. Coração dos outros não é brinquedo. O seu não é, porque acha que o do outro seria?
Seja cuidadoso com o coração e os sonhos dos outros, por favor. Se joguem, chutem o balde, amem, apaixonem-se, mas sejam verdadeiros e cautelosos principalmente com vocês mesmos.

Ai, ai… acho que vou abrir uma terapia de grupo, mas não levem isso tudo tão a sério. Só vocês mesmos é que podem resolver os próprios problemas e conselhos, se fosse bons….
Que saibam todos tomar as melhores decisões e contem comigo pra emprestar um ombro, dar um abraço de consolo ou de felicitações.

“Cupid, please, take your aim at me…”

P.S.: Como citei o Neruda, nada mais justo que brinda-los com essas belíssimas palavras:

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destroi o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televião o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não respondem quando lhe indagam sobre algo  que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.”

Pablo Neruda


Então, que paremos de nos matar a cada dia e saibamos viver mais e melhor a cada amanhecer.

Tenham todos uma boa semana, cheia de luz nos seus dias e amor no coração.
Baci,
Dy.

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