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terça-feira, 26 de julho de 2011

Qual meu papel?


Dia 25 de julho de 2011.
Há três anos me tornei oficialmente hstoriadora. Os anos passaram e as questões que eu me fazia naquela noite de 2008, antes de ir pegar o diploma, mais claramente na madrugada do dia 24 para o dia 25, ainda estão me assombrando. Ainda busco respostas, ainda não sei bem o que fazer com toda a responsabilidade que assumi naquela noite.
Jurei perante a socidade que faria o melhor que pudesse para ajuda-la a se desenvolver, se tornar mais crítica, mas politizada, mais consciente, mas a cada dia que passa as coisas se tornam mais e mais difícis. As discusões sobre o que eu quero e qual é o meu papel parecem tão cheias de teorias que a impressão que tenho é que isso vai de mal a pior.
Tento fazer a minha parte, fugir das aulas chatíssimas de “cuspe, giz e decoreba”. História não é isso! Levo o jornal pra sala de aula, levo música, levo o aluno pra falar, aprendo muito mais do que ensino. A recompensa é maravilhosa: crescemos todos, mas quando olho à volta me pergunto: quantos mais fazem isso? Quantos mais se preocupam? Quantos mais não se acomodam?
Tá tudo errado ou eu sou a errada?
O que é mesmo ser professor?
Qual é mesmo o papel de um educador?
Se for passar num concurso público para o Estado ou prefeitura, se acomodar ganhando 3 dígitos no final do mês, passar a vida falando mal do governo e dos alunos acusando esses de serem preguiçosos e aquele de ser o nosso maior mal e culpado das mazelas educaconais, tô fora! Nesses esqueminha aí eu não me enquadro e se for professora for ser assim juro que mais mil anos passarão e eu não vou me adaptar.
Quero estabilidade, sim! Mas quero justiça, quero qualidade e tenho meios para lutar por isso e esse é meu dever!
O que não podemos é “acomodar com o que incomoda”.
Ao que cabe a mim vou continuar fazendo barulho, levando músicas pras salas de aulas, vou mostrar aos meus meninos que o conhecimento é poder de mudança que eles podem e devem se apropriar desse poder que é direito deles.
Se alguém não gostar, que venha pra briga, mas aviso: eu não desisto fácil e a briga vai ser feia.
Perdoem a franqueza, mas eu não vim até aqui pra desistir e sim! Eu quero mudar o mundo e só mudamos o mund quando começamos pelo começo: mudando nós mesmos. Pessoas melhores são professores melhores e os alunos também o serão.
Ainda não achei as respostas que busco. Ainda não tenho fórmulas mágicas, mas é assim que vou continuar a busca: tenatndo ser melhor a cada dia.
É claro que tem horas que dá vontade de mandar parar o mundo pra eu descer, mas acho que é hora de continuar com as mangas arregaçadas e por a mão na massa, afinal, quero um mundo melhor, com pessoas melhores pra deixar de herança pro meu filho e meus netos e todos que virão.
Ainda bem que já é dia 26!
A crise vai passar logo, mas as questões sempre voltarão e mais madrugadas insones virão. Enquanto isso, tô na área e se me derrubar o juiz tem que marcar e garanto: bato pênalti melhor que a seleção brasileira. É rumo a um mundo melhor com mais reflexão e compreensão.
No que depender de mim, me recuso a me acomodar.
E tenho dito.

2 Comentários:

Kátia Calado disse...

Hi Bela!
Não tive muito tempo para ler tudo, mas sou uma leitora ávida e estou adorando tudo. Seu BLOG ficou muito bom: criativo, diferente e inteligente (não esperava nada diferente de você). Beijos.
Kátia Calado

Dy Eiterer disse...

Que surpresa ve-la por aqui, professora!
E que palavras carinhosas!
Obrigada, de verdade!

O que escrevo são só reflexões noturnas, nada de muito rebuscamento.

É sempre só mais uma forma de me mostrar pra mim mesma e de me livrar das angústias do dia-a-dia.

Seja bem-vinda, sempre!

Um beijo.

dy

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