Visitas da Dy

sábado, 28 de maio de 2011

Reflexo

Ontem enquanto estava no trabalho fui visitar o meu blog!
Sim, eu me visito às vezes e me emociono com o que já escrevi, me envergonho, tenho vontade de retirar os textos de lá, depois vejo uns comentários, me orgulho, sou inconstante e gosto disso, e voltar ao blog me lembra momentos fantásticos, intensos, vivos, me (re)vejo, revivo meus momentos e aprendo de novo com eles, é como se olhasse na beira de um lago e visse meu reflexo no passado, não no agora, mas com muito do que sou também, porque meu passado vive em eu presente através de minhas escolhas, atos, posturas.
Nessa visita que fiz a mim mesma percebi o quanto mudei o meu jeito de escrever. O quanto cresci e passei a por no papel o que eu sinto de maneira mais clara e mais intensa se aproximando, de verdade, daquilo que sinto na alma.
Encontrei um texto que há mais de um ano, muito mais, talvez há quase uns dois anos, eu li no perfil de um querido, Leonardo Feccini, na verdade o texto estava no perfil da badaladíssma “Baranga Leléia”. É um texto cuja autoria é atribuída a Maria de Querioz, que não conheço e nem me dei ao luxo de ir ao “google” procurar. Li, gostei, publiquei e me esqueci de sua existência, como me esqueço de tantas outras coisas.
Relendo vi o quanto o texto é bom e juro que senti uma inveja danada da autora. Queria eu te-lo escrito.
Queria eu poder usar as palavras de maneira tão clara, tão transparentes ao ponto de deixar a alam toda à mostra, de não temer me expor e mais ainda de não temer ser vista e julgada.
Que pouco me importo com a opinião dos outros, a menos que sejam os que amo demais, é fato, mas também, como todo mundo tenho uma pontinha de temor quando me mostro de verdade, sim, tenho.
Ainda não consigo falar tudo o que penso, na verdade eu falo, mas ainda não consigo sintetizar bem nas palavras escritas. Não cheguei ao ponto de me ver totalmente nos textos,embora na maioria deles o que há é mesmo uma fresta pela minha janela que permite ver lá no fundo uma boa parte do que realmente se passa em mim.
Estou exercitando meus dedos e minha caneta nessa arte da escrita. Ora com textos muito meus, ora com textos puramente inventados.
Hoje vou fazer uma coisa diferente. Cansei publicar coisas puramente autoral e hoje farei uma citação do texto ao qual me referi antes.
Vale a pena lê-lo, vale a pena nos enxergar nele. Eu me enxergo. E me enxergo tanto que chego a pensar que não é possível que existam mais e mais pessoas que sejam tão parecidas comigo – uma a ponto de escrever e outras tantas que o reproduzem. Muitas vezes eu me sinto muito alheia ao mundo, muito diferente da maioria das pessoas e isso me dá um sentimento meio depressivo, uma estranheza que me assusta e ver que mais pessoas também pensam como eu, é um alento.
Vamos à Maria de Quieroz:

“Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
                Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.”

Como vêem é um texto forte, que me marcou e especialmente hoje quero agradecer à baranga leleia por ter me dado o prazer de conhecer esse texto.
Quero também aproveitar e dedica-lo à Zenilde, que precisa ser mais intensa em suas decisões, parar de pensar tanto e se deixar levar, e aproveitar o que a vida tem de melhor, de visceral, de profundo.
Quero dedicar a todos que me compreendem, mesmo sem entender direito, que estão sempre ao meu lado e que sabem o quanto as situações pra mim tomam proporções muito maiores que para o resto dos mortais... e que nem por isso deixam de me querer bem.
E, claro, pra quem não o conhecia, torço pra que goste, torço pra que viva mais e intensamente cada dia, e pegando carona no post de ontem: vivam a vida sem reclamar, porque hoje é mais um dia fantástico pra sermos melhores, mais felizes e aproveitar bem. Não sabemos, ainda, se amanhã estaremos por aqui... pode ser que nossos olhos se fechem e que não vejamos mais a beleza das coisas simples.
Have a Nice weekend!
Kisses, Edylane.

1 Comentários:

Anônimo disse...

Dy adorei o texto... como disse hoje, lembrei de você antes de deixar de tomar uma decisão pelo sim ou pelo não... e pela primeira vez diz SIM... espero que a partir de hoje consiga dizer mais SIM...
Beijos Z

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