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segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Primeira Impressão é a que Fica?

Nos últimos tempos tenho pensado muito na impressão que causo nas pessoas, especialmente nessas últimas semanas.

Conversando animadamente com alguns colegas do mestrado pude perceber o quanto somos impactantes e, claro, como ou quanto eu também sou.


Lembramos de nossa primeira aula e do "frenesi" que causei: cheguei com uma hora de atraso, de chapéu, vestidinho praiano - era do interior, agora sou do litoral! - óculos escuros, mp3 ligado, cantarolando - como de costume. Atravessei a sala e fui sentar-me na primeira fila. Não que eu seja - nunca fui! - a aluna exemplar, a "caxias" ou "CDF" - ainda se usa essa expressão? Acho que agora a modinha é dizer NERD - mas é que meus excelentíssimos e, até então, desconhecidos colegas já haviam se apoderado da "cozinha". Todas as cadeiras do fundão, da metade e dos locais mais "estratégicos" já estavam ocupadas. Restou-me SÓ a primeira fila.

Cheguei a pensar em me sentir incomodada, já que pela expressão facial e "pausa" que o professor fez durante a aula naquele momento me fez ganhar meus 5 segundos de fama, sendo o centro das atenções. Não me incomodei. É a mania de não ligar para o que pensam de mim que não deixou.


A cena se completou quando tirei o chapéu e deixei as poucas madeixas vermelhas à mostra. Definitivamente eu não era uma figura comum e destoava completamente de todos do grupo.


Lembrando desse episódio estávamos rindo de como a coisa continua: ainda chego atrasada e a cada semana tenho uma "novidade" ao entrar na aula: um chapéu, uma flor nos cabelos, uma mochila com penduricalhos barulhentos (e aqui a Edinilsa é muito lembrada!) ou, como diz o Marcelo, tem aquela "desfilada básica pela sala toda". Não posso fazer nada se só me sobram os lugares lá do lado contrário da sala...


Não sei bem a impressão que causo nas pessoas, mas me lembro agora das palavras de Jane dizendo que acha "muito interessante essa minha personalidade".


Personalidade. Que persona sou eu?


Se nem eu sei responder por que os outros insistem em tentar me entender, me definir, me rotular? Não basta conviver, compreender, respeitar?


Sei que tem gente que me vê forte, mal sabem eles que essa fortaleza aqui é na verdade um castelo... de areia... que teme as ondas e sua destruição, mesmo sabendo que pode e deve se (re)construir todos os dias.


Sei que tem gente que diz o quanto eu sou "inteligente" e nem sabem que no fundo eu os engano direitinho e que faço minhas as palavras de Mário Quintana quando diz "eu não sei de nada, mas desconfio de muita coisa".


Tem gente que acha que sou "descolada", mas não sabem que sou mesmo é muito tímida e que me escondo atrás de uma persona(gem) mais espontânea.


Acham que a minha vida é bela - que nem o nome do filme -, que só porque sorrio todos os dias não tenho meus momentos tristes. Ninguém sabe é que choro caladinha, baixinho, quase todas as noites, deixando vazar pelos olhos toda tristeza que acumulei no decorrer do dia e que acaba por extrapolar os limites do coração.


Corajosa também não sou. Tenho medo de tudo, do desconhecido, do próximo passo,mas ainda assim assumo o risco. Há de valer a pena.


O que tirei de conclusão desses meus pensamentos sobre a (primeira) impressão que causamos é que elas não devem ser levadas tão a sério. Que o que precisamos mesmo é nos aproximarmos e conhecermos os outros, afinal somos essência e não aparência.


Chegado aqui parece que em certos momentos meu texto parece meio contraditório, não é? Começo pensando no que os outros percebem através da minha imagem, das minhas ações e depois digo que não me importo. Na verdade, não há contradição. É só curiosidade. Embora não ligue pro que pensam, sempre quero saber o que pensam. É interessante e gosto de coisas interessantes.


Vou mesmo é manter o pensamento que sempre tive: não me importo com o que pensam ou o que acham. Não me importo que falem. Mas importo-me comquem tem a coragem de tentar me decifrar sem ser devorado, com quem tenta a sorte de desvendar meu desconhecido e consegue chegar no que tenho de mais valios: o meu EU.


E quem se arriscar, com certeza, vai ser muito bem-vindo ao meu mundo!

8 Comentários:

Eu disse...

Por ser tão diferente,mais e a pessoa mais amavel,docil,irronica,amiga,irmã e ate mãe. te amo deste jeito por isso não muda. kkkkk aqui em casa estamos todos com saudades mais como sempre eu to mt enrolada. kkkk
mil bjux
ps Vc e sim mt inteligente por que ate pra enganar tem que pensar rapido kkkkk.

Anônimo disse...

Dy fica a imaginá-la entrando no sala com sua irreverência rs, como diz sua amiga não mude... como mesma disse as pessoas precisam aprender a conviver com as diferenças. Bjs Z

Dy Eiterer disse...

Semiramis enrolada não é novidade! kkkkkkkkkkkkkk
nem sabia que passeava por aqui!
que bom ve-la!
volte sempre! rs
beijooooooooooo

Dy Eiterer disse...

Oi, z!
nem acho que sou assim tão impactante, mas as pessoas temme dito isso... juro que até tento não ser tão "chamativa", mas nem dá!
Tô mesmo é não esquentando... o que é diferente assuta mesmo...
Não mudo minha postura só pra agradar ninguém, já disse isso várias vezes...
beijoooooooooooooooooo

Isaías Souza disse...

Vi meu passado, do meus 15 anos de idade até os meus 26 anos nesse texto. E dos 27 até os dias de hoje (34). Que reflexão louca me ocorreu... sempre tive o mesmo problema: chamar atenção sem querer chamar. Primeiro, pela estatura. Segundo, pela forma incisiva de defender minhas opiniões. Terceiro pelo humor, ora dócil, ora ácido com quem merecia. Quarto, pelo jeito que conquistava o carinho das pessoas. Mas esse eu tive que aprender na marra a manter. Sempre você para me levar tão longe Dy. Beijo!

Dy Eiterer disse...

É, Isaías...
Você acaba de me mostrar o quanto sempre temos algo em comum com os que nos rodeiam.
Essa semana um amigo me disse que atraímos pessoas que têm a mesma personalidade que a gente, acho que é um pouco verdadeiro isso!
Especialmente no que tange o modo de apresentar as nossas ideias: sempre incisivo, ou como diria uma moça que conheci hápoucos dias: imperativo, combativo! rs
Um beijo, querido!

didiecm disse...

Querida amiga,medievalista,quem sabe um diauma Le Goff,que vai almoçar na minha casa, um bobó de camarão,
Você é única!
Que história é essa de chorar? Eu tenho insônia,vc chora,então vamos conversar.
Realmente, não consigo imaginar a sua entrada na aula, de forma sorrateira e silenciosa.
Outra coisa, vem morar em Niterói, Cascadura é muito longe.
No mais, a gente se fala na UFF.
Bjs, Ednilsa.

Dy Eiterer disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk
choro e choro muito, ednilsa!
agora eu parei um pouco...
e por questões "afetivas" não posso sair de cascadura...
vamso ver o que a vida nos reserva!
beijo, querida!
mas eu topo o bobó sem ser uma medievalista famosa, viu?
é só marcar!

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