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sexta-feira, 18 de março de 2011

Vivendo o Hoje ou O Tempo Voa


E olha o que eu encontrei garimpando meu pc: um texto que fiz há meses, que era pra ter sido publicado e que nem me dei conta...
Lá vai mais um dos meus delírios de madrugada! rs


São exatamente duas e vinte da manhã. Pra variar perdi o sono e vim assitir meu filme favorito: “Once”. Em português ganhou o título “Apenas uma vez”. É um filme simples, com um ator/cantor, sei lá, que nunca vi na vida, Glen Hansard, e uma pianista talentosíssima, Marketa Irglova. Em 2008 esse filme caiu nas graças da Academia de Cinema e ganhou o Oscar de melhor canção:

Falling Slowly

Composição: Glen Hansard / Markéta Irglová
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
(Chorus:)
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
(Chorus:)
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along
Falling slowly
Sing your melody
I'll sing it now


Como todo o restante da trilha sonora, essa canção foi escrita por Glen.
Conheci o filme com o Ke, lá no Rio, durante a seleção do mestrado. Pronto! Havia me apaxionado pelo filme em todo o seu conjunto e mais ainda pela canção que foi decorada em dois dias.
Ah, como eu gosto do filme… mas não consegui assisti-lo nessa madrugada. E também não consegui dormir.
Ouvindo o violão do Glen no filme acabei parando pra pensar nas últimas conversas que tive na noite.
Isaias comentava que não pensamos no presente, ou algo parecido e instantaneamente veio à minha cabeça a resposta para a questão que ele levantou: não pensamos no agora, não vivemos nossos momentos porque pensamos demais no futuro.
Estamos sempre preocupados em ter um bom futuro e esquecemos de viver.
Quantas vezes já me peguei adiando planos pra amanhã…
Isso nos torna infelizes, muito infelizes e a curtíssimo prazo e com uma longuíssima duração. Na verdade os danos podem ser irreparáveis.
Entre uma conversa e outra, dei-me conta de uma falta gravíssima: não registro vários momentos da minha vida!
Dei-me conta de que não tenho sequer uma foto de um amigo muito amado, que é tão importante pra mim, peça chave em muitas conquistas que venho alcançando. A única  foto que tenho dele é a do convite de formatura, evento ao qual não fui, porque teria outra oportundade para ve-lo… deixei para amanhã uma coisa que era urgente.
E venho deixando para amanhã muitas coisas urgentes.
Tenho perdido grandes oportunidades de ligar para amigos, de dizer o quanto são importantes pra mim, de sair pra me divertir com eles, de ficar mais tempo com a família, de ver meu filho crescer.
É hora de pensar um pouco no futuro que quero ter. Ou continuo nesse ritmo acelerado com um milhão de tarefas diárias referentes aos tres, quatro empregos que acumulo, na expectativa de deixar algum conforto para minha família e acabo por perder bons momentos com todos eles, ou dou um grito de STOP IT e recomeço tudo de maneira mais calma, mas plenamente vivida. Ou quero um futuro próspero e vazio, ou razoavel e rico de sentimentos.
Nessa corrida por melhores salários, mais dinheiro, mais conforto perde-se o lado humano, os sentimentos. É um sistema economico de trocas injustas: dá-me sua paz, e leve o dinheiro. Até que ponto quero isso? Até que ponto devemos querer isso?
Está feito: a solução para nossos porblemas está em diminuir nosso ritmo em busca de um falso bem estar pautado nos bens, no dinhero e em acelerar nossas atividades para o que realmente importa nosso bem-estar pessoal, sentimental. O que, de fato, não é lá muito racional, tendo em vista o mundo que temos aí fora, mas vale a pena tentar, afinal, quero ser como fernando Pessoa e responder:

“valeu a pena?
tudo vale a pena
se a alma não é pequena ”.

quero dar meu grito em busca da mudança, porque

“se há o direito ao grito, então eu grito” Clarice Lispector

E grito porque quero ser ouvida e, mais ainda, porque quero ser lembrada. Não há nada mehor no mundo que saber que há alguém que pensa em você.
Quero tentar viver mais o hoje, levando ao pé da letra a máxima que diz

“não deixe para amanhã o que sepode fazer hoje”

Abster-me da possibilidade de viver uma segunda chance no amanhã é a melhor saída para ser feliz, pois sinto que é mister que eu viva cada momento intensamente e mais uma vez recorro à Clarice, pois,

“estou ficando tão intensa, que sozinha não aguento”!

Preciso compartilhar com quem está a minha volta esse rio de sentimentos que me invade e me faz querer ser um pouquinho melhor.

Ainda acho linda a poesia que se cria em torno do amanhã e de suas esperanças, como essa bela canção:


Mas é hora de fazermos do hoje o nosso melhor dia! E de nós mesmos as melhores pessoas!

“O ontem acabou. O amanhã ainda não veio…” Madre Tereza de Calcutá

Lá vou eu, vivendo, aprendendo, crescendo e mudando… é a roda viva da vida!

Que tenham todos muitas mudanças em suas vidas!
Ou que pelo menos tentem mudar!

Juiz de Fora, madrugada de 20 de janeiro de 2011.
*** Texto para Z, que me mostrou que sempre é tempo de mudar pra melhor;
Isaías, que me mostrou essa questão do viver em função do amanhã;
Ka, que me mostra que não vale a pena se manter numa situação que não te satisfaz;
Nia, que tem um passado certo, um presente duvidoso e um futuro a ser decidido;
Betinho, de quem quero tirar muitas fotos de nossos bons momentos pra alegrar meus dias e os pensamentos. ***

Edylane

2 Comentários:

Isaías Souza disse...

Agradeço por se lembrar disso Dy. Não que planejar um amanhã não deva acontecer. O problema é fazer planos demais e se frustrar com eles. Você direciona a sua vida. Mas existem variáveis que você não pode controlar. A partir do momento que assumimos essa posição, vivemos o presente com mais intensidade, construindo o futuro no nosso dia a dia. Já o passado, se não expurgar o que te faz mal, será um eterno escravo da memória. Da memória da dor e não aquela memória saudável, que devemos manter. Obrigado querida! Beijo grande!

Dy Eiterer disse...

Oi, Isaías!
Obrigada pela visita, querido!
Daqui a pouco tem um post pra você, afinal... hoje é o SEU dia!
beijoooooooooooooooooooooo

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