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quinta-feira, 17 de março de 2011

É tempo de espera...

É manhã de uma quinta-feira.
Meu dia promete ser daqueles, uma correria infernal que já começa com um metrô lotado no qual eu não era acostumada. 
Acabei de me mudar de cidade, a vida está completamente mudada, é tudo novo, de novo, mas os amigos, essas são os mesmos, mais distantes geograficamente agora, mas muito mais próximos em meu coração. 
Pensar neles me faz sorrir. 
Dá-me coragem de encarar o dia, de ouvir canções e cantar junto, de ler um poema novo e dedica-lo a eles.
Ao acordar o que me dá coragem é pensar nisso: que existem pessoas especiais na minha vida e  na certeza de que sou especial na vida deles.
Ora, todos sabem o quanto sou impulsiva e apaixonada. Se amo, amo mesmo, defendo, protejo, mimo, abraço, beijo.
Hei de confessar há algumas pessoas que hoje, apesar de serem muito queridas, figuram na lista dos entre aspas para mim. Sim, a lista dos entre aspas são aqueles que deveriam ser, mas não são. Ou que receberam muito crédito e estão em saldo devedor.
Muito confuso? Explico!
Pessoas que são influenciáveis pra mim não servem. Não preservam a sua raridade, a sua essência. “Ah, que pensamento radical!” alguns dirão. Não me importo com o que dizem, desculpem...
Pessoas que colocam seus amigos em segundo plano em detrimento de qualquer outra coisa pra mim não servem de nada.
Amores são amores, eternos enquanto duram e devem ser concomitantes com seus amigos, pois quando estiver na fossa serão eles quem lhe ouvirão, quem lhe darão o ombro, enxugarão as lágrimas e te ajudarão a se levantar.
Hoje passei boa parte da manhã pensando sobre as pessoas se deixam levar por seus “amores eternos” que duram tão pouco. Penso que é hora de acordar para o mundo que se descortina aos nossos olhos e perceber que as pessoas não são propriedades privadas. Que o fato de elas estarem conosco é passageiro, limitado e é só uma questão de escolha.
Aqui viro a mesa e digo que o coração não escolhe de quem vai gostar. É uma pena. Mas podemos nos manter como somos, ser nós mesmos, sem a necessidade de nos mudar por causa do outro. Sair de nossa rotina, mudar nossos hábitos é, de certa forma, se negar. Deixar os amigos é se auto abandonar, é se jogar num mundo sem chão. É não lembrar-se de quem vai estar lá pra te ajudar daqui a pouco é fechar os olhos pra quem sempre esteve aí do seu lado.
Continuo aqui, esperando que os olhos dessa amiga se abra, que ela volte para o convívio dos seus e que perceba que o mundo é feito bem mais do que por duas pessoas isoladas...
É tempo de espera...

2 Comentários:

Anônimo disse...

Edylane,
Conhecer você, hoje, quando cheguei e a vi sentada na rua da vila e a lua tão bela brilhando em seus olhos foi como ler um poema do Neruda: Tira-me o pão se quiseres, tira-me o ar, mas não me tires o teu riso. Não me tires a rosa, a lança que desfolhas, a a´gua que de súbito, brota da tua alegria, a repentina onda que em ti nasce.....
Assim, conheci você, sentada na rua da vila numa noite de lua. Falava de histórias, de música, de filmes e dos seus sonhos de historiadaora e cada palavra era como raízes que iam se aprofundando em meu coração e brotando flores e rios no meu peito.
SEu texto "É TEMPO DE ESPERA" é um verdadeiro poema sobre a amizade.
....Pensar neles me faz sorrir.... apaixonante.
E penso agora em você e sorrio porque tenho uma nova amiga.
FErnando

Dy Eiterer disse...

Oi, Fernando!
Presentear-me com Neruda é sem dúvidas maravilhoso!
Obrigada pro ter visitado o blog.
apareça sempre que quiser!
beijos,
dy

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