Visitas da Dy

sexta-feira, 25 de março de 2011

Agora é pra valer! ou Mudar é preciso



Há pouco mais de quinze que cheguei no Rio já passei por cada coisa que se contar ninguém acredita. Andei quilômetros distribuindo currículos no Rio e em Niterói, comi soja com carne moída – e tive que achar gostoso. Aprendi a tomar mais água, suspendi o refrigerante e virei adepta do mate e do suquinho.
Por falta de opção comecei a tomar banho frio – e agora já nem me lembro como é banho quente, embora haja todo um ritual pra encarar a água gelada, mesmo num calor de 35°C.
Já mudei de casa três vezes, no melhor estilo cigana de ser.
Estou bem mais disciplinada com os estudos: devorei livros em horas, descobri que não sei nada, de verdade, entendendo muito melhor a máxima de Aristóteles de que “só sei que nada sei”. 
Passei a acreditar em Platão e na sua ideia de ócio produtivo: essa coisa de estudar e trabalhar realmente é muuuuuuito difícil.
Já chorei por estar sozinha. Passei horas no telefone. Escrevi dezenas de textos como esse e estou perdendo a vergonha dos meus escritos.
Consegui um trabalho legal e consegui me perder na rua do trabalho no segundo dia! Nem o mapa conseguiu me salvar!
Perdi o medo da ponte Rio-Niterói – a necessidade das caronas fez isso!
Aprendi que nem todos são acostumado com as palavras mágicas que eu sei como “Bom dia!”, “Obrigada!”, “Bom trabalho!” e usar o “por favor” é quase coisa de outro mundo. Estava achando que isso era “coisa de mineiro”…
Confirmei a teoria de que um sorriso pode mudar tudo e que a franqueza é uma virtude que nem sempre pode ser mostrada. Em terras desconhecidas uso o que o professor Galba passou anos me ensinando “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Parei de tomar vodka em vez do juízo e isso tem feito muito bem.
Hoje é um dia especial: aprendi duas coisas novas. A primeira que a vida é dura, especialmente se se fizer corpo mole. E aprendi que o esforço nos leva longe e que realmente, quem não arrisca não petisca.
O tempo é curto as tarefas são muitas e concentração, disciplina e dedicação serão três palavras, ou melhor três ações que nortearão meus dias a partir de hoje.
Os obstáculos estão à frente. Quem tem preguiça pode sentar e esperar que eles se desfaçam. Quem tem medo pode sentar e chorar, mesmo sabendo que não vai adiantar nada. Quem quer chegar ao final do caminho tem que atravessá-los. Como? Se virando. É tempo de arregaçar as mangas e partir pra corrida.
É tempo de crescer, amadurecer, viver o hoje pensando no amanhã. A semeadura deve acontecer para que as árvores cresçam e dêem frutos. E mesmo que as sementes pareçam se perder na beira da estrada e as flores e frutos pareçam não estar ao alcance de nossas mãos, alguém as verá e os colherá. Isso é fazer da vida um eterno exercício pelo outro e por si mesmo: é tentar deixar um mundo melhor, é tentar ser uma pessoa melhor. E só pelo fato de se tentar já se é melhor. Já se sai da inércia.
O dia de hoje foi de colheita de sementes plantadas com a ajuda de amigos há cerca de sete meses. Foi o resultado de um longo e árduo processo de cuidado, de esforço. O dia de hoje foi só o começo. Foi só uma prova de que coisas maravilhosas podem acontecer se você fizer a sua parte, porque nada cai do ceu, nem cairá.
Hoje começam os dias de semeadura. Pensamentos positivos devem ser a tônica.
Vou realmente seguir as canções que me embalaram há algum tempo, antes mesmo de eu querer / tentar vir pro Rio:

“Onde vá, onde quer que vá, leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria como doce menestrel
(…)
Onde vá, onde quer que vá, vá para ser estrela
As coisas se trasformam
Isso não é bom nem mal”
(Estrelas – Oswaldo Montenegro)

“Quero é ser estrela lá no Rio Janeiro” (Pra lá do Paranoá – Oswaldo Montenegro)

“Ela está pronta pra mudar a sua vida pra sempre
Já imagina como tudo vai ser tão diferente
E aquele lugar lá na frente vai ser seu

Mais um minuto e tudo que sonhou vai ser verdade
Não há no mundo quem não entenda a sua felicidade
Que possa dizer com certeza que o lugar é seu
Que é de quem nasceu pra brilhar

A hora da estrela vai chegar
Agora ninguém vai duvidar
Não hoje
Não mais
Nem nunca
Jamais”
(A Hora da Estrela – Pato Fu)

Alguém duvida que eu chego lá?

2 Comentários:

Edmilson Esteves disse...

E vejam bem, ela nem me conheceu ainda...
MIneiro radicado na Baixada desde 1977.

Dy Eiterer disse...

ai, edmilson, que professor mais bobo você é! kkkkkkkkkkkkkkkkk

Postar um comentário